Commodities Agrícolas

03/08/2009

Commodities Agrícolas

 


Teto em seis semanas

Compras especulativas deflagradas por um sentimento positivo em relação à recuperação da economia global determinaram forte alta das cotações do café na sexta-feira na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, com o salto os preços alcançaram o maior nível em seis semanas. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,2785 por libra-peso, ganho de 290 pontos sobre quinta-feira - mesma variação positiva dos papéis para entrega em dezembro, que alcançaram US$ 1,3100. O volume de negócios foi pequeno, e assim deverá continuar nos próximos dias, segundo traders nova-iorquinos. No Brasil, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 250 e R$ 260, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.

Realização de lucros

Realizações de lucros depois das recentes valorizações derrubaram as cotações do suco de laranja na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro encerraram a semana negociados a 91,30 centavos de dólar por libra-peso, queda de 160 pontos, ao passo que os papéis para entrega em novembro recuaram 155 pontos, para 94,80 centavos de dólar. "Os especuladores decidiram vender [na semana passada]", constatou um trader consultado pela agência Dow Jones Newswires. Os volumes negociados, entretanto, foram pequenos. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias continua abaixo de R$ 4 no mercado spot, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.


Alta no mercado paulista

Depois de duas semanas consecutivas em queda, os preços do álcool combustível voltaram a subir, na sexta-feira, no mercado paulista. O litro do anidro fechou a R$ 0,8102 (sem impostos), com aumento de 2,02% em relação à semana anterior. O hidratado encerrou a R$ 0,7238, com elevação de 5,17%, de acordo com levantamento semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Por duas quinzenas consecutivas, as chuvas na região Centro-Sul do país têm atrapalhado a colheita de cana, segundo a Unica (União da Indústria da Cana-de-açúcar). Apesar dos baixos volumes de exportação de álcool, a demanda pelo combustível segue aquecida no mercado doméstico, o que tem sustentado os preços.


Baixa no atacado

O índice da RC Consultores que mede o comportamento de uma cesta de 17 produtos agropecuários no atacado de São Paulo encerrou julho com variação negativa média de 2,5%. Foi a primeira queda desde março, quando o indicador recuou 3,1%. Segundo a consultoria, a laranja foi o produto que mais caiu no mês passado (31,9%), mas também houve baixas nos casos de soja (4,4%), café (1,8%), algodão (0,9%), suíno (17,5%), açúcar (1,9%), arroz (3,7%), milho (6,7%), tomate (16,9%), batata (24%), trigo (0,7%) e ovos (11,7%). Os grãos sofreram a influência de retrações no mercado internacional. Subiram, em contrapartida, os preços de boi gordo (0,5%), frango abatido (1,8%), feijão (1,8%), leite B (10,4%) e leite C (6,9%), sempre de acordo com o levantamento da RC.