Bahia tem potencial para exportar carne
Disponibilidade de terras, boa genética do rebanho, mentalidade empresarial moderna, consciência ecológica produtiva, efetivo controle sanitário e de sanidade. Com todas essas vantagens competitivas, favoráveis ao desenvolvimento pecuário, a Bahia tem grande potencial para a exportação da carne bovina. Para agregar valor ao produto e estimular a concorrência, estão sendo discutidas alternativas, com foco na ampliação de mercados, durante o 4º Congresso Internacional de Boi de Capim. O evento começou hoje (03) e segue até quarta-feira, reunindo mais de 500 pessoas no Bahia Othon Palace, dentre pesquisadores, especialistas, acadêmicos, pecuaristas, empresários e investidores do setor.
Para o secretário Roberto Muniz, a produção da carne, sistematizada enquanto cadeia produtiva, deve estar inserida de forma processual ou em rede. “É necessário que todos se sintam responsáveis pela produção final, daí a necessidade de um sistema de integração ou parceria entre os setores primário (produtor) e final (frigoríficos)”, justificou. “A parceria também deve envolver o mercado de insumos, orientando para o uso correto. Com os produtores capacitados, a aplicação correta de insumos agrícolas, vai ser possível definir um tempo de abate e padronizar a carcaça animal, exigidos para a exportação”, completou o especialista e responsável pela comissão de científica do Congresso, Guilherme Vieira.
Sobre a aceitação do boi natural de pastagens, o “boi de capim”, Muniz considera que “o gado da Bahia já nasce especial e atende aos anseios do mercado internacional. Temos que valorizar nosso rebanho que, através de uma alimentação à base de gramínea, produz carne mais saudável. É preciso vender sanidade e qualidade”, completou Muniz, durante a abertura oficial do evento, onde esteve representando o governador Jaques Wagner.
O estado tem evoluído muito, sobretudo na administração da custosa Zona Tampão, erradicando a Febre Aftosa nessas fronteiras. É o que avalia o presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte, Sebastião Guedes. “Vantagens competitivas como essa, tornam a Bahia merecedora de uma melhor infraestrutura frigorífica”, defendeu. Como alternativa para a competitividade, Guedes defende a adequação dos empreendimentos de abate e a exportação de gado vivo.
O 4º Congresso Internacional de Boi de capim é uma ação conjunta entre a Associação Baiana de (Abexpo) e do governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Irrigação e reforma Agrária.
Fonte:
Secretaria da Agricultura
Ana Paula Loiola
Ascom / Seagri
Tel.: (71) 3115-2767/2737