Seagri quer expandir mercado baiano da carne para o exterior
No sentido de permitir uma maior articulação nos processos de exportação, a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) quer incorporar à sua estrutura uma diretoria de relações internacionais do agronegócio.
Também deverá ser viabilizada pelo órgão a criação da Câmara Setorial da Carne Bovina, a extinção da Zona Tampão por meio de ações estruturantes dos serviços de atenção veterinária, além da informatização de toda a rede de serviços da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
Essas propostas, ainda em discussão, foram apresentadas pelo secretário Roberto Muniz, na manhã de ontem, a pecuaristas que participaram do 4º Congresso Internacional do Boi de Capim, em Salvador.
Mais qualidade – "Precisamos abrir novos caminhos para exportação da carne, garantindo sanidade, qualidade e controle das condições higiênico-sanitárias, sem deixar de suprir as necessidades do mercado interno", disse Muniz.
Ele enfatizou que a Seagri tem atuado nos processos de descentralização e regionalização de frigoríficos e no apoio às feiras e exposições agropecuárias, reconhecidas nacional e internacionalmente.
O Brasil é, hoje, o maior exportador de carne do mundo e o segundo em produção, com 197 milhões de animais, sendo o único país com potencial de aumentar a taxa de desfrute (relação rebanho existente x produção).
Com um rebanho bovino estimado em 11,2 milhões de cabeças, a Bahia é o primeiro no ranking produtivo do Nordeste e participa com 5,7% da produção nacional. No entanto, o estado ainda não exporta. Os principais polos produtores são o extremo sul, o oeste (2,2 milhões de cabeças) e a Região Sudoeste.
Gargalos à exportação serão solucionados
Segundo Muniz, os principais gargalos são a forma extensiva de criação, a baixa produtividade e a melhoria genética deficitária, que já está sendo qualificada. Outros fatores limitantes deverão ser equacionados e se referem à uniformidade no tempo de abate, à diferenciação do setor produtivo na organização e produtividade e à equalização da problemática do abate.
"Já podemos constatar uma significativa redução no tempo de abate, em seis anos, e atingimos o índice vacinal de 96,5% contra a aftosa, caminhando para a extinção das zonas tampões", afirmou o secretário.