Mais de um ano depois de entrar em vigor a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), produtores e empresários baianos do setor não modificaram suas atividades.
Alegam que, pelo menos a curto prazo, não é possível substituir as lavouras de fumo por outras culturas, como indica o tratado internacional ratificado pelo Brasil e outros 125 países. Não há cultura que apresente a mesma rentabilidade da lavoura fumageira.
Somente na Bahia, o setor fumageiro responde por 100 mil dos 2,4 milhões de empregos diretos e indiretos no País. Mais de 235 mil famílias, nas regiões Nordeste e Sul, tiram seu sustento da fumicultura, a maioria pequenos lavradores.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial, perdendo apenas para a China, e o maior exportador.
A exportação de tabaco movimenta US$ 1,7 bilhão por ano, ou cerca de R$ 3,6 bilhões. A movimentação financeira do negócio de fumo alcança R$ 13 bilhões/ano e, somente em tributos, o governo brasileiro arrecada R$ 6,5 bilhões.
Romeu Schneider, diretor-secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e presidente da Câmara Setorial do Fumo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), assegura que o governo federal cumpre o compromisso de oferecer alternativas para a progressiva substituição das lavouras de fumo
Produção de fumo é mantida
22/05/2006
Produção de fumo é mantida
BERNA FARIAS