Projeto inovador com cacau leva Uesc à final de competição internacional

21/08/2009

Projeto inovador com cacau leva Uesc à final de competição internacional


A Equipe Cacau Cream–Bolsa de Iniciação Tecnológica Projeto Cacau Cream, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), foi selecionada para a etapa final da competição Idea to Product Competition Latin America 2009, que será realizada de 3 a 5 de setembro na Fundação Getulio Vargas em São Paulo.

O projeto finalista trata de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Cacau: Proposta de Desenvolvimento de Produto Alimentício à Base de Cacau Fino.

Seu objetivo, segundo a professora do curso de Administração Katianny Estival, líder da equipe e orientadora, "é apoiar o desenvolvimento e introdução no mercado do Cacau Cream, produto alimentício à base de cacau fino que utiliza como ingrediente principal o cacau fino denominado de origem, produzido em Ilhéus, matéria-prima dos melhores chocolatiers e produtores artesanais de chocolate do Brasil e do mundo".

Ao contrário das tradicionais competições de planos de negócios, nessa, as equipes são responsáveis por apresentar um produto ou uma tecnologia inovadora e única, de modo a atingir as necessidades de um público-alvo, definido pela própria equipe.

Conceito – O novo conceito busca ocupar o espaço entre a invenção que surge no meio acadêmico e a criação de novos negócios.

Os estudantes devem elaborar o conceito do seu produto, explicar o motivo pelo qual ele é inovador e definir e descrever o público-alvo, provando a aplicabilidade prática.

A competição mundial acontecia anualmente na Universidade do Texas (EUA), desde 2003, com a participação de outras escolas da América do Norte, Ásia, Europa e Oceania.

Em 2008, a Fundação Getulio Vargas recebeu o convite para promover o evento, levando ao estado de São Paulo alunos de cursos técnicos, graduação e pós-graduação de diferentes escolas da América Latina.

Agregando valor à cadeia produtiva

Segundo a professora Katianny, tal como os vinhos que têm denominação de origem controlada (D.O.C.), o chocolate pode carregar as nuances de sua terra natal.

"Os frutos refletem aromas e sabores gerados por fatores climáticos e geográficos, o que os franceses batizaram de terroir.

O produto se caracteriza como inovador e uma alternativa para agregar valor e impulsionar a sustentabilidade da cadeia produtiva do cacau no litoral sul da Bahia", disse.

A equipe garante que o desenvolvimento do produto creme de cacau fino (cacau cream) conta com 98% de aprovação, de acordo com dados de análises sensoriais. A introdução do produto no mercado local é uma das metas.

Além de Katianny Estival, fazem parte da equipe o acadêmico Lucas Cardoso e o empresário Oswaldo Dias dos Santos Filho, empreendedor e criador da receita do produto creme de cacau fino.

A pré-seleção do projeto para incubação se deu na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica em Agronegócios (Ineagro), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).