Commodities Agrícolas
Demanda maior.
Os preços futuros do cacau fecharam em alta ontem, nas bolsas internacionais, atingindo o maior patamar dos últimos 13 meses, com notícias de que a demanda mundial poderá superar a oferta, afirmaram analistas ouvidos pela Bloomberg. O déficit global para a safra que se encerra em setembro deverá ser de 73 mil toneladas, ante as 62 mil toneladas do ano passado, de acordo com a Organização Internacional do Cacau. A produção global deverá cair 7%, para 3,46 milhões de toneladas. Em Nova York, os contratos para dezembro encerraram a US$ 3.008 a tonelada, aumento de US$ 82. Em Londres, os contratos para dezembro fecharam a 1.914 libras esterlinas, elevação de 42 libras. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba do cacau fechou a R$ 87,85, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Recuo nos EUA.
Os preços futuros do algodão fecharam em queda ontem, atingindo o menor patamar das últimas quatro semanas, como reflexo das melhores condições de lavouras nos Estados Unidos, os maiores exportadores da pluma, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos do algodão para dezembro encerraram o pregão a 58,15 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 92 pontos. Levantamento feito pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostra que até o dia 23 de agosto 52% das lavouras de algodão dos EUA estavam em condições boas para excelente, comparado com 48% nessas mesmas condições um ano antes. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,1734 a libra-peso, de acordo com o índice Cepea/Esalq.
Lavoura em bom estado.
Os contratos futuros de soja chegaram a registrar alta expressiva na segunda-feira em Chicago por conta da expectativa de uma forte onda de frio nas regiões produtoras dos EUA. Ontem, contudo, o consenso sobre as boas condições das lavouras no país voltou a dominar o mercado, o que puxou as baixas dos preços. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em novembro recuaram 8,50 centavos de dólar, para US$ 9,99 por bushel. O cenário para as baixas ficou completo por conta da falta de uma influência mais firme de outras commodities agrícolas, já que o dia foi, no geral, de declínios das cotações. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada ontem por R$ 39,50, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea).
Influência externa.
A queda do preço da soja teve ontem influência sobre o desempenho do milho, que também fechou em baixa em Chicago. Ainda domina o mercado a perspectiva de boa produtividade das lavouras americanas, mais um fator a exercer pressão sobre os preços. "Nós simplesmente não temos quaisquer preocupações com o clima, e parece que todo mundo quer manter a produção cada vez mais em alta", disse à Dow Jones Newswires Chad Henderson, analista da Prime Ag Consultants. Na bolsa de Chicago, os contratos de milho para dezembro caíram 8,75 centavos de dólar, para US$ 3,2675 por bushel. No oeste baiano, a saca de milho de 60 quilos saiu por valores entre R$ 14 e R$ 15, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).