Débito de R$ 2 milhões impede Brasil de votar em conferência
O Brasil está inadimplente na Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e não pode sequer votar na Conferência Climática Mundial que ocorre esta semana em Genebra. O país não paga sua contribuição há quatro anos, o que o faz passar por uma situação incômoda no cenário internacional por conta de um débito de apenas US$ 2 milhões. O Brasil almeja um papel de maior destaque na entidade central para a discussão técnica de mudanças climáticas.
O diretor-geral do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Antônio Divino Moura, só votará na Conferência Climática porque ocupa a terceira vice-presidência da OMM, já que não pode fazê-lo como representante brasileiro.
"Volta e meia cobram e dizemos que estamos examinando", disse Divino. O problema parece ser sobretudo de burocracia e desorganização. A contribuição era paga pelo Itamaraty, passou para o Ministério da Agricultura, que agora quer que seja paga pelo Ministério do Planejamento.
Nesse jogo de empurra, os representantes brasileiros ficam em uma situação desconfortável nas reuniões internacionais. A OMM suporta um país atrasar a contribuição por dois anos e depois corta o voto, como ocorre agora no caso brasileiro.