Commodities Agrícolas
Movimento técnico.
Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, com vendas de fundos e especuladores no mercado, como reflexo da forte alta dos últimos pregões. Em Nova York, os contratos para janeiro encerraram a 24,51 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 58 pontos. Em Londres, os contratos para dezembro fecharam a US$ 599,90 a tonelada, recuo de US$ 12,60. As usinas do Brasil não conseguem se beneficiar da forte alta dos preços da commodity, o maior patamar dos últimos 28 anos, devido ao aperto do crédito, disse Fernando Vieira, diretor de comércio internacional da Copersucar SA., à Bloomberg. Em São Paulo, a saca de 50 quilos do açúcar encerrou o dia a R$ 53,11, alta de 2,19%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Queda na oferta.
Sinais de que a América do Sul reduziu o ritmo de oferta de café puxaram a alta do preço da commodity ontem. As exportações colombianas caíram 32% em julho em comparação com o mesmo mês de 2008. Para Patrícia Valverde, da Intertrading Agentes Autônomos, o cenário de preços do café aponta para altas no longo prazo, embora seja "baixista" no curto prazo. Os estoques dos países consumidores, por exemplo, estão em seu maior nível em 18 anos. Em Nova York, os contratos para dezembro subiram 105 pontos, para US$ 1,2115 por libra-peso. Em Londres, os papéis que vencem novembro avançaram US$ 17, US$ 1.426 por tonelada. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos caiu apenas 0,09%, para R$ 250,89, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Novo fôlego.
Os contratos futuros do algodão subiram ontem com especulações de que o preço baixo da fibra, que atingiu na terça-feira o menor patamar em dois meses, acabará impulsionando a demanda. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em dezembro fecharam com alta de 56 pontos (1%), a 58,91 centavos de dólar por libra-peso. Em entrevista à agência Bloomberg, Carlos Gomez, broker da Cytrade Financial LLC, de Chicago, explicou que os ganhos de ontem resultam de posições vendidas depois do forte movimento de vendas nos últimos dias. No ano, os preços internacionais do algodão acumulam alta de 20%, segundo a agência. Já no mercado doméstico, a libra-peso do algodão fechou a R$ 1,1663, com queda diária de 0,21%, segundo o Cepea/Esalq.
Terceira queda seguida.
O esvaziamento do temor de que eventuais ondas de baixas temperaturas e geadas poderiam prejudicar as lavouras americanas continuou a pressionar as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago, que ontem registraram a terceira queda consecutiva. De acordo com informações da agência Dow Jones Newswires, houve vendas especulativas e os contratos com vencimento em setembro caíram 4,75 centavos de dólar, para US$ 10,0925 por bushel, ao passo que os futuros para entrega em novembro fecharam a US$ 9,51, baixa de 4,50 centavos. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos do grão foi negociada, em média, por R$ 43,40, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).