Araruta é tema de Dia de Campo na região de Cruz das Almas
Revitalizar a cultura da Araruta no Estado da Bahia. Esta é a proposta do Dia de Campo Araruta que acontece amanhã (10), a partir das 8 horas, na Fazenda Gurgel, em Conceição do Almeida, região de Cruz das Almas. A iniciativa é da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), que visa tornar a cultura uma alternativa alimentar e uma fonte de renda para os agricultores familiares.
Para Jorge Silveira, gerente regional interino, da EBDA, em Cruz das Almas, desde o último Dia de Campo sobre a cultura, no ano passado, a produção da araruta está sendo potencializada na região. “As ações da empresa fortalecem a economia local, além de intensificar o cultivo da planta para os agricultores familiares” disse Jorge.
A expectativa é de uma programação intensa de palestras durante todo o dia: A História da Planta e do Cultivo será ministrada por Jorge Silveira e O Cultivo da Araruta será destaque na palestra de Jaeveson Silva, engenheiro agrônomo da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical. Outros temas serão discutidos como O Processamento Agroindustrial e Caseiro, A Comercialização, O Uso da Araruta na Saúde Infantil e O Uso da Araruta na Culinária. Os participantes ainda visitarão, na fazenda, uma área cultivada com a cultura.
Características da Araruta
A araruta (maranta arundinacea L.) é uma planta originária da América Tropical com folhas que podem atingir até 30 centímetros e possui uma raiz de fécula branca, utilizada para varias finalidades. Dos rizomas, um tipo de caule, é extraído um amido de característica peculiar que se destina à elaboração de produtos para alimentação como doces, biscoitos, sopas, mingaus, caldas de frutas e engrossamento de molhos e cremes. Além das suas propriedades medicinais, utilizadas como analgésico, cicatrizante, diurética, rouquidão, machucados, dores e queimaduras e picadas de cobras e mosquitos.
Fonte de fécula facilmente absorvível pelo organismo, a araruta foi inicialmente utilizada pelos indígenas, o que foi copiado pelos colonizadores. No entanto, o cultivo perdeu espaço nos últimos 50 anos, devido à concorrência de outras féculas (milho, trigo, etc).
O mercado para a fécula da araruta está em evidência e a EBDA, através do escritório local de Santo Antonio de Jesus, em parceria com a APORBA e a EMBRAPA, está motivando os agricultores para o cultivo da espécie.
“Estamos unindo esforços de pessoas de vários pontos do país para resgatar a espécie na agricultura familiar, pois consideramos ser uma boa alternativa de renda para a pequena propriedade rural e uma cultura já conhecida do agricultor” assegurou o chefe do escritório local, da EBDA, em Santo Antônio de Jesus, Anselmo Pinheiro.
Fonte:
Assimp/EBDA
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