Balança tem superávit de US$ 236 mi em agosto
A balança comercial baiana registrou, em agosto,o segundo maior superávit do ano: US$ 236 milhões. Para completar, o mês trouxe boas notícias para os setores da indústria baiana. As vendas de produtos petroquímicos e derivados de petróleo apresentaram, respectivamente, aumentos de 10,8% e 7% após meses de quedas. O comércio de minerais também aumentou, apresentando um crescimento de 91% em relação ao mês de julho. Entre os produtos agrícolas, a novidade foi o crescimento das exportações de café e de frutas, com 46% e 25%, respectivamente.
O desempenho do Estado ainda está aquémdoregistrado no ano passado, de acordo com o Centro Internacional de Negócios da Bahia (PromoBahia).Masa retomadanacomercialização de produtos tradicionalmente importantes para a economia local indica o início de uma reação. Os setores químico e petroquímico, metalúrgico, derivados de petróleo respondem por 47%das exportações baianas, deacordocom dadosdaSuperintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI). “São setores que vinham sentindo bastante a situação internacional”, ressalta o coordenador de inteligência comercial do órgão, Arthur Souza Cruz.
Para ele, como a demanda internacional ainda não se recuperou totalmente da redução acumulada desde o auge da crise, ainda há um caminho antes de se pensar em uma retomada por completo.
“As exportações ainda registram queda de 29,7% em comparação com 0 mesmo período do ano passado”, destaca Souza Cruz.
A volta do parceiro Depoisde ter perdido a condição de principal parceiro comercial da Bahia durante a crise econômica, os Estados Unidos começam a dar sinais de que podem tomar o lugar de volta em um futuro próximo.
Foram eles, segundo o PromoBahia, os principais responsáveis pela recuperação da petroquímica. Além disso, a Bahiamandou paralá pneus, celulose, óleo combustível, catodo de cobre, manteiga de cacau e mangas.
Para o presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Eduardo Morais de Castro, o aumento das exportações é muito importante. “A Bahia é um Estado exportador”, destaca. Para ele, existem duas preocupações em relação a isso. “Que seja sustentável.
Queira Deus, não seja uma bolha”. Além disso, ele mostra preocupação em relação à baixa cotação do dólar, que remunera menos quem vende para o exterior.