Agricultores aprendem sobre a araruta

14/09/2009

Agricultores aprendem sobre a araruta

"Este dia é muito importante para conhecermos uma nova cultura, seu plantio e beneficiamento. Vou levar este aprendizado para minha comunidade", disse o técnico agrícola Antônio Carlos Santos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais, Assentados, Acampados e Quilombolas (Ceta), durante o Dia de Campo Araruta.

O evento foi promovido pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), por meio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), na Fazenda Gurgel, no município de Conceição do Almeida.

Antônio Carlos é um dos 400 agricultores familiares dos municípios do Recôncavo baiano que participaram das palestras sobre a cultura da araruta e a melhor forma de aproveitamento.

Resgate - Para o gerente regional da EBDA de Cruz das Almas, Jorge Silveira, existe uma real necessidade de resgatar a cultura da araruta no Recôncavo.

Seguindo a orientação dos técnicos, a agricultora familiar Isabel Silva comemora os resultados. "Em dois meses de plantação, já vendi cinco quilos de goma e recebi um cheque de R$ 75. Se tivesse mais espaço, plantaria mais araruta na minha roça", afirmou.

"Por causa da sua propriedade medicinal, a vantagem da araruta é que ela vale nove vezes mais que o polvilho da tapioca, que é comercializado por R$ 2. Assim, o quilo da araruta varia entre R$ 18 e R$ 20, dando um bom rendimento ao agricultor", informou Carlos Dantes, técnico da EBDA.

Segundo o mestre em Extensão Rural da UFRB e engenheiro agrônomo, Fábio Botelho, é interessante que os futuros profissionais possam sugerir aos pequenos agricultores a adoção desta nova lavoura, "que apresenta um grande potencial de aceitação no mercado".