Região Nordeste deverá se beneficiar da alta da commodity

15/09/2009

Região Nordeste deverá se beneficiar da alta da commodity

 


As usinas de açúcar e álcool da região Nordeste do país, cuja safra teve início no fim de agosto, deverão se beneficiar mais da forte valorização da commodity no mercado internacional, em relação às companhias sucroalcooleiras do Centro-Sul do país.

Segundo Renato Cunha, presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), ao contrário das usinas do Centro-Sul do país, poucas unidades da região Nordeste estão com sua produção de açúcar voltada para o mercado externo fixada. Mais de 70% das exportações de açúcar estavam fixadas em agosto no Centro-Sul, com preços médios entre 15 centavos e 16 centavos de dólar por libra-peso.

"As usinas do Nordeste deverão fixar seus preços acima de 20 centavos de dólar", afirmou Cunha. Tradicionalmente, a colheita da região Nordeste tem início a partir de agosto, período que marcou a forte alta da commodity no mercado internacional. No Centro-Sul, a moagem começa a partir do mês de abril.

A produção de açúcar do Nordeste deverá atingir 4,7 milhões de toneladas, das quais 3 milhões serão destinadas para o mercado externo, segundo Cunha. A região deverá processar entre 63 milhões a 64 milhões de toneladas de cana nesse ciclo.

Ontem, os preços da commodity fecharam com forte alta nas bolsas americana e londrina. Em Nova York, os contratos para janeiro encerraram o dia a 23,24 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 88 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro fecharam a US$ 574 a tonelada, com aumento de US$ 8. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos do produto fechou a R$ 55,34. Neste mês, a valorização do produto está em 11,9%.

A menor produção da Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar e maior consumidor global, e o ritmo menor da colheita no Centro-Sul do país, por conta das chuvas, estão estimulando a alta da commodity no mercado internacional.