Commodities Agrícolas

21/09/2009

Commodities Agrícolas

 

 


Índia compra menos.

Os preços futuros do açúcar caíram na sexta-feira para o menor patamar em uma semana no mercado americano, na medida em que a Índia, o maior consumidor mundial, reduziu suas importações. O governo indiano informou que a safra de cana do país está em condições "muito boas" devido ao aumento do nível de chuvas. De acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o resultado foi motivado também pela guinada no dólar, que reduziu o apetite pelas commodities americanas. Com isso, os papéis com entrega em janeiro de 2010 fecharam a 22,81 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 69 pontos. No mercado doméstico, a saca de 50 quilos fechou a R$ 56,25, com variação diária de 0,07%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o açúcar já acumula alta de 9,12%.
 
Demanda em alta.

Os contratos futuros de cacau com entrega em março encerraram o pregão de sexta-feira, na bolsa de Nova York, a US$ 3.133 por tonelada, alta de 34 pontos. Com isso, os preços da amêndoa já acumulam alta de 17% apenas neste ano. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, os preços se mantêm altos em meio a especulações de forte demanda e problemas na oferta. "O verdadeiro teste virá quando o mercado financeiro retroceder. O rumo do cacau está ligado ao consumidor que, por sua vez, está fortemente ligado ao mercado de ações", disse à agência Spencer Patton, chefe de investimentos da Steel Vine Investments, de Chicago. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba ficou em R$ 88,67, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 
Safra menor.

As expectativas de que a safra na Flórida, o maior produtor americano, irá diminuir acabaram empurrando os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado para cima na sexta-feira. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro de 2010 fecharam a US$ 1,0680 por libra-peso, com alta de 105 pontos. "As conversas são de que menos árvores produzirão uma safra menor, e pesam mais que as notícias de que o Estado vai escapar dos furacões que poderiam prejudicar os pomares", disse à agência Bloomberg Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group, de Chicago. No mercado paulista, a saca de 40,8 quilos da laranja à indústria fechou a R$ 5,73, segundo o indicador Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, a commodity acumula alta de 0,18%.
 
Chuvas à vista.

Os contratos futuros do algodão encerraram em alta na sexta-feira, estendendo o mais longo período altista em 36 anos. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, o movimento se deveu a especulações de que as chuvas poderão prejudicar as lavouras dos Estados Unidos. O país é o maior exportador mundial da fibra. O serviço de meteorologia americano prevê "chuvas torrenciais" nas regiões produtoras nos próximos dias. Com isso, os papéis com vencimento em dezembro e negociados na bolsa de Nova York fecharam a 64,60 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 42 pontos. No mercado interno, a libra-peso do algodão ficou em R$ 1,1502, com queda diária de 0,56%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a fibra acumula queda de 1,5%.