Fiscalização de sanidade de rebanho é reforçada na Bahia
O trabalho de fiscalização da sanidade do rebanho baiano passa a contar, a partir de agora, com 60 carros e 65 motocicletas novos. Eles servirão para o deslocamento dos técnicos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) durante a execução de serviços como o controle do trânsito de animais e a prevenção de doenças e pragas.
Participaram do evento, ontem, na Adab, o governador Jaques Wagner e o secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Roberto Muniz, que também inauguraram a reforma e a ampliação dos laboratórios de sanidade animal e vegetal da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Os laboratórios receberam investimento de R$ 3,3 milhões.
Segundo Muniz, as ações vão proteger a agropecuária baiana, aumentando a produção. "Quando a gente protege a agropecuária, melhora a qualidade dos produtos ofertados à sociedade baiana. Por isso, investimos em modernização. É um novo momento da agricultura no estado", disse.
Abatedouros – O rebanho bovino baiano é de 11,5 milhões de cabeças, das quais, 50% são do pequeno agricultor, que não é atendido pela regionalização dos abatedouros, entre outras razões, pelas distâncias e dificuldade de transportes.
Para enfrentar esse desafio a atender a esta demanda, a Seagri e a Adab desenvolveram uma planta mínima padrão de frigoríficos, que faz parte do Programa de Descentralização e Regionalização de Abatedouros.
O programa será uma peça importante também no combate ao abate clandestino. O governador afirmou que vai prever recursos no orçamento de 2010, e avaliou que "tem produtor que abate desse jeito há muito tempo e isso precisa mudar. A saída é um abatedouro que cumpra a norma e ao mesmo tempo seja mais acessível".
A planta atende às exigências da Portaria 304, do Ministério da Agricultura, que regula o abate de bovinos, caprinos e ovinos, visando combater o abate clandestino. Para tanto, impõe normas à construção dos equipamentos e à existência de câmaras de refrigeração.
"Vamos colocar à disposição do governo, das prefeituras, dos produtores e dos empresários, uma planta padrão de frigoríficos, observando todos os critérios que podem garantir a qualidade e a sanidade da carne", afirmou o secretário.