Commodities Agrícolas
Índia sem estoques.
A expectativa de que a Índia, o maior consumidor mundial de açúcar, deverá aumentar as importações da commodity para compensar a queda nos estoques internos fez disparar, ontem, os contratos futuros negociados na bolsa de Nova York. Papéis com entrega em março fecharam o dia a 22,79 centavos por libra-peso, com alta de 116 pontos. Segundo especulações do mercado, os produtores de Uttar Pradesh, os maiores da Índia, estão sem açúcar para atender a demanda até meados de novembro. "As compras indianas estão segurando o mercado", disse à Bloomberg o diretor da LaSalle Futures Group, Stewart Mann. No mercado interno, a saca de 50 quilos fechou o dia a R$ 57,35, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula alta de 0,30%.
Alavancado pelo dólar.
A desvalorização da moeda americana - desta vez de 0,7% em relação ao euro - acabou provocando nova alta nos contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado negociados no mercado americano. Na bolsa de Nova York, os papéis para entrega em janeiro do próximo ano encerraram o pregão a 115,75 por libra-peso, com alta de 50 pontos, dando continuidade ao rally altista da commodity. "Tivemos compras razoáveis de suco atreladas ao movimento do dólar", disse Sterling Smith, analista de mercado da Country Hedging, de Minnesota, em entrevista à agência Bloomberg. No mercado paulista, a saca de 40,8 quilos da laranja para a indústria fechou a R$ 5,71, segundo o indicador Cepea/Esaql. Nos últimos cinco dias, os preços da commodity mantêm-se inalteráveis.
Progresso nas vendas.
Os contratos futuros da soja recuaram ontem na bolsa de Chicago para o menor patamar em seis semanas. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, o movimento se deveu a sinais de que os produtores americanos estão aumentando as vendas, na medida em que a colheita progride no país. Os Estados Unidos são os maiores produtores e exportadores do mundo da oleaginosa. Os contratos para entrega em janeiro fecharam o dia ontem cotados a US$ 9,9575 por bushel, com queda de 4,25 centavos. Durante o dia, a commodity chegou a ser negociada a US$ 10,1225, o maior nível desde 31 de agosto. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja já acumula 0,36% de alta no mês. Ontem, a oleaginosa fechou a R$ 44,78, alta de 0,47%, segundo o Cepea/Esalq.
Opção pelo pousio.
Os contratos futuros do trigo atingiram ontem a maior alta em sete semanas devido a especulações de que os produtores americanos irão semear menos hectares com a variedade de inverno devido a atrasos na colheita de milho e soja. Em vez disso, eles poderão deixar a terra em pousio e optar por plantar apenas na primavera. "O foco ainda está na colheita atual e menos na plantação de trigo de inverno", disse à agência Bloomberg Louise Gartner, da Spectrum Commodities. Com isso, papéis para entrega em março, negociados em Chicago, fecharam a US$ 5,3025 por bushel, com alta de 17 centavos. Em Kansas, a alta foi de 14,25 centavos para o mesmo período, para US$ 5,41. No Paraná, o preço médio da saca de 60 quilos ficou em R$ 25,26, queda de 1,06%, segundo o Deral.