Zona tampão para controle da febre aftosa na Bahia deve ser reduzida
A vigilância ativa na fiscalização e controle do trânsito de animais nas regiões de Barreiras e Juazeiro trouxe como resultado a proposta de redução dos limites da zona tampão no Estado, criada para proteger da febre aftosa o rebanho estadual.
A informação foi divulgada por meio de um parecer da Superintendência Federal de Agricultura da Bahia, posicionando-se favorável à proposta de diminuição da zona tampão, uma vez que todas as recomendações e exigências estabelecidas pelo Ministério da Agricultura (Mapa) foram plenamente cumpridas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), autarquia da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri).
O próximo passo é o encaminhamento do Relatório de Auditoria ao Mapa para aprovação final da proposta.
A expectativa da Adab é de que, com o avanço das ações nos municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia e Mansidão, o ministério avalie a possibilidade de extinção da zona tampão, que abrange ainda as cidades de Remanso, Buritirama, Casa Nova, Pilão Arcado e Campo Alegre de Lourdes.
"Esse esforço demonstra o firme propósito do governo da Bahia em cumprir fielmente com as diretrizes nacional e mundial de erradicação da febre aftosa, contribuindo para todo um país livre dessa doença até 2010", disse o secretário da Agricultura, Roberto Muniz.
Barreiras sanitárias – Para a elaboração deste relatório favorável, os auditores do ministério avaliaram estrutura, localização e adequação das barreiras sanitárias fixas e móveis estrategicamente distribuídas nas divisas da Bahia com Piauí e Pernambuco, esse último já considerado como zona de médio risco para febre aftosa.
Já com o Piauí, a Adab estabeleceu acordos de cooperação técnica, visando o reforço da defesa agropecuária baiana e a unificação dos procedimentos operacionais nas atividades em campo.
Na avaliação do diretor geral da Adab, Cássio Peixoto, "a redução e a extinção da zona tampão é resultado de um trabalho em conjunto entre governo federal e setor produtivo, visando um objetivo maior – tornar efetivamente igualitário o negócio pecuário na Bahia, oferecendo as mesmas condições de comércio e trânsito de animais em todo o território baiano."
Relatório – Diante dos resultados positivos das ações de vigilância e defesa, o relatório da Superintendência Federal da Agricultura orientou a desativação das barreiras fixas localizadas nos quilômetros 52 e 38 da BR-135 e no entroncamento entre os municípios de Cotegipe e Wanderley.
No relatório que será encaminhado ao ministério, em Brasília, consta que "as referidas barreiras sanitárias não justificam seu funcionamento e devem ser desativadas. Isso porque o atual modelo de fiscalização implantado e em funcionamento atende às demandas estabelecidas."
O trabalho que está sendo feito pela Adab
"Graças a um incessante trabalho conjunto das Coordenadorias Regionais de Barreiras e Juazeiro, lideranças locais, direção da Adab e a efetivação da Coordenação de Barreiras Sanitárias, foi possível reestruturar o sistema de fiscalização do trânsito de animais em pontos estratégicos do estado, assegurando um sistema de vigilância eficiente e eficaz, fator decisivo para o programa de erradicação da febre aftosa na Bahia", destaca o coordenador estadual de Barreiras Sanitárias, Roberto Pacheco.
Ele acompanhou todo o trabalho de auditoria da Superintendência Federal da Agricultura e também esteve à frente do processo para atender às exigências do Mapa.
Nos últimos meses, a Adab implantou um programa de educação sanitária continuada, promovendo o treinamento dos auxiliares de fiscalização, reorganizou sua equipe de fiscais estaduais agropecuários e auxiliares e realizou treinamentos de grupos de emergência.
O recadastramento de 100% das propriedades situadas na zona tampão também constituiu outro passo importante para o monitoramento da área.
Além disso, a agência estabeleceu uma nova rotina para as ações de vigilância em campo, promoveu a adequação do transporte de amostras para análises laboratoriais, aprimorou as estratégias de vacinação direta e assistida, identificou e ampliou a vigilância em propriedades localizadas em áreas de risco.