Mistura de 25% de álcool na gasolina é mantida

23/10/2009

Mistura de 25% de álcool na gasolina é mantida

 


O governo voltou atrás e decidiu não alterar a mistura de 25% de álcool anidro na gasolina.

A informação foi dada ontem pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que, uma semana antes, ameaçou reduzir o percentual por conta da disparada dos preços do álcool. De acordo com o ministro, a opção do governo foi a de fazer “um pacto” com o setor produtivo, que garantiria fornecimento do produto a “preços razoáveis”.

Ficou acertado, por exemplo, que, na semana que vem, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, traçará o novo quadro do setor para Stephanes, que repassará os dados para o Ministério de Minas e Energia.

“Tivemos problemas de clima e isso gerou desequilíbrio no curtíssimo prazo, levando aumaumento de preços”, explicou o ministro. “A primeira ideia foi a de diminuir a mistura, mas isso seria uma medida que poderia trazer outras consequências não muito boas, então preferimos manter um acordo com produtores”.

De olho no setor Stephanes avaliou que, no momento, não há necessidade de alteração dos percentuais, mas fez questão de ressaltar que o acompanhamento de perto do setor foiumpedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, a alta dospreços não deve passarde um “soluço” e, por isso, não há necessidade de “internar o paciente”. “Acreditamos que em 60 ou 90 dias o mercado estará regularizado”.

Uma das formas de equilibrar a demanda e a oferta, de acordo com o ministro, é a de antecipar a moagem de cana do próximo ano, caso seja necessário.

Segundo ele, quase 90 milhões de toneladas de cana não foram moídas no ano passado e poderão ser processadas em um momento de menor oferta, como o período de entressafra.

Alta nas vendas As vendas de etanol no mercado interno registram alta de 16% até o final da primeira quinzena de outubro da safra 2009/2010, em comparação ao mesmo período da safra anterior, no Centro-Sul do Brasil. De acordo com dados da União da Indústria da Canade-Açúcar (Unica), a demanda das distribuidoras desde abril na região foi de 12,858 bilhões de litros, ante 11,084 bilhões de litros no mesmo período de 2008/2009. Este crescimento está vinculado à expansão da frota de carros flex que já atinge mais de 90% das novas vendas de automóveis.

Enquanto assaídas seguem maiores que as registradas em 2008, a entrada, ou seja, a produção de etanol nas destilarias do Centro-Sul do Brasil, caiu 3,06%. Segundo os dados da Unica, a oferta, que era de 18,52 bilhões de litros, em 2008/2009, chega a 17,954 bilhões de litrosem 2009/2010.

Em 2009, este aumento da demanda de hidratado é impulsionado pela frota flex.