3º Encontro discute situação da citricultura na Bahia e em Sergipe
Com o status de primeiro e segundo maiores produtores de citros do Nordeste (Bahia e Sergipe, respectivamente), a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) realiza, por meio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em conjunto com a Agronordeste, o 3o Encontro da Citricultura Bahia-Sergipe no município de Rio Real, que acontece até amanhã.
O objetivo do evento é discutir temas atuais da citricultura, a exemplo dos reflexos da crise econômica mundial no comércio do suco concentrado de laranja, precauções da Bahia e Sergipe contra a entrada de novas doenças que afetam os pomares de citros do Sudeste do país e apresentar as novidades na área de tecnologia de produção adotadas em São Paulo, maior produtor de citros do país.
Pesquisa – Para o presidente da EBDA, Emerson Leal, os produtores do Litoral Norte, nordeste e recôncavo sul da Bahia, regiões tradicionais produtoras de citros, têm sido assistidos pela empresa, através do desenvolvimento de pesquisas, para atender as demandas dos citricultores, assistência técnica e extensão rural, além do acesso ao crédito, para ampliar as atividades citrícolas de todo o estado, que abrange 4.900 agricultores familiares na implantação, recuperação e renovação de pomares.
"A importância de uma assistência técnica planejada, com metas estabelecidas, vai permitir um direcionamento da citricultura baiana para o objetivo estabelecido pelo secretário Roberto Muniz, que é o de confirmar a cultura de citros num patamar competitivo dentro e fora do país", disse Leal.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1994, a Bahia possuía 41.702 hectares de área colhida e hoje tem 64.467. O aumento da produção de citros do estado passou das 554 mil toneladas/ano, em 1995, para 1,12 milhão, atualmente.