Commodities Agrícolas

03/11/2009

Commodities Agrícolas

 


Dólar e feriado.

Os contratos futuros do café registraram ontem a maior alta em quase sete semanas na bolsa de Nova York, na medida em que a queda no dólar e o feriado no Brasil - o maior produtor da commodity - diminuíram a pressão sobre o mercado. A moeda americana recuou até 0,8% em relação ao euro. E devido ao feriado de Finados no Brasil, não houve negócios. Com isso, os papéis com vencimento em março subiram 685 pontos, fechando o dia a US$ 1,4540 por libra-peso. "Estamos vendo apenas correções em relação à semana passada, quando todas as commodities caíram dramaticamente, incluindo o café", disse Rodrigo Costa, da Newedge USA LLC. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a sexta a R$ 262,96, baixa de 0,22%, segundo o Cepea/ Esalq.
 
Ajuste em Nova York.

Vendas especulativas que serviram como ajuste de posições na ausência de notícias ligadas aos chamados fundamentos do mercado determinaram uma forte queda das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em novembro encerraram a sessão negociados a US$ 1,0715 por libra-peso, queda de 420 pontos; já os papéis para janeiro recuaram 450 pontos, para US$ 1,1130. Apesar da volatilidade nas últimas semanas, traders destacaram que as cotações ainda têm dificuldade de se estabilizar acima de US$ 1 por libra-peso. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 5,98 na sexta-feira, segundo o Cepea/Esalq.
 
Compras especulativas.

Um movimento de compras especulativas estimulado pela depreciação do dólar e por incertezas em relação ao ritmo da colheita nos Estados Unidos sustentou as cotações da soja ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro subiram 19,50 centavos de dólar e atingiram US$ 9,9750 por bushel, enquanto janeiro fechou a US$ 9,98, em alta de 21,50 centavos de dólar. Segundo a Dow Jones Newswires, predomina a expectativa de aceleração da colheita americana nesta semana, mas não o suficiente para compensar o atraso verificado no último mês. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos negociada no Paraná caiu 0,49% na sexta-feira, para R$ 44,52. No mês, houve queda acumulada foi de 0,22%.
 
Dia de ganhos.

Foi uma segunda-feira de altas para as cotações do trigo nas bolsas americanas, garantida por compras especulativas alimentadas, em parte, por uma nova desvalorização do dólar diante de outras moedas. Em Chicago, os contratos para março encerraram a sessão negociados a US$ 5,3675 por bushel, ganho de 22,75 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, por sua vez, o mesmo vencimento subiu 21,25 centavos de dólar e atingiu US$ 5,3625 por bushel. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires louvaram o aumento dos investimentos de fundos no primeiro dia útil do mês, que colaborou para a valorização. No Paraná, a saca de 60 quilos recuou 1,11% na sexta, para R$ 24,86, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.