Balança comercial de outubro mostra recuperação das exportações brasileiras

05/11/2009

Balança comercial de outubro mostra recuperação das exportações brasileiras

 

 


O crescimento de 1,6% das exportações brasileiras em outubro de 2009, sobre setembro, mantém a recuperação verificada desde agosto, após a retração do início do ano. A avaliação é do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Welber Barral. "A recuperação das exportações depende de diversos fatores, mas estamos confiantes porque o superávit de 2009 continua excedendo o do mesmo período de 2008", destacou o secretário durante entrevista coletiva sobre a balança comercial, em Brasília (DF).

Barral destacou que, tradicionalmente, há queda nas exportações de outubro sobre o mês anterior, mas outubro de 2009 teve o maior aumento de exportações sobre setembro, nos últimos cinco anos. As exportações do mês chegaram a US$ 14,082 bilhões (média diária de US$ 670,6 milhões), contra os US$ 13,863 bilhões exportados em setembro (média de US$ 660,1 milhões). Em agosto de 2009, as exportações foram de US$ 13,841 bilhões (média de US$ 659,1 milhões).

Na comparação com setembro deste ano, as exportações de outubro aumentaram entre os semimanufaturados (13,9%) - semimanufaturados de ferro/aço, fero gusa e alumínio em bruto; e manufaturados (1%) - calçados, carne bovina industrializada e automóveis. As exportações de básicos caíram 0,9% no mesmo período comparativo.

Com relação à meta de exportações para 2009, Barral disse que o governo continua trabalhando com a projeção de US$ 160 bilhões, para o ano, e que pretende anunciar a meta para 2010 em dezembro próximo.

BENS DE CONSUMO

Segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, até o aumento das importações em outubro indica recuperação econômica, uma vez que houve crescimento nas compras de bens de consumo (5,7%) e de matérias-primas e bens intermediários (5,3%). Influenciadas pelo Natal, aumentaram as importações de bens de consumo duráveis - aparelhos de uso doméstico (20,5%) e móveis e utensílios para casa (13,1%). Entre os não-duráveis, houve acréscimo nas vendas de farmacêuticos (9%), bebidas e tabaco (7,8%) e produtos alimentícios (6,1%).

Já as compras de matérias-primas tiveram acréscimo por causa de produtos químicos (7,5%), enquanto as de intermediários cresceram motivadas por partes e peças (6,7%) e acessórios de equipamentos de transporte (6%). As importações, no mês, totalizaram US$ 12,754 bilhões, apresentando retração de 22,2% sobre outubro de 2008 e crescimento de 1,8% em relação a setembro de 2009, pela média diária.

Em busca do aumento das exportações, o Brasil continua investindo na diversificação de pauta e de mercados de destino, mas busca recuperar os mercados tradicionais, como Estados Unidos e União Europeia. Em comparação a setembro, em outubro o Brasil vendeu mais para esses destinos: 17,6% e 4,7%, respectivamente. No mesmo período comparativo, as principais variações positivas entre os destinos não-tradicionais foram Argélia (100%) - açucar e milho em grão; Espanha (36,8%) - petróleo, sulfato de cobre, óleo de soja; e Alemanha (22,1%) - soja e minério de ferro.

ANO

No acumulado janeiro-outubro de 2009, os três grupos de produtos registraram queda em relação ao mesmo período de 2008: manufaturados (-29,9%), semimanufaturados (-28,9%) e básicos (-15,1%). Entre os manufaturados, as vendas de açúcar refinado cresceram 28,3%, enquanto as dos demais principais produtos exportados apresentaram variação negativa: veículos de carga (-53,4%), óleos combustíveis (-41,5%) e etanol (-39,7%).

Dentre os semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de ferro fundido (-63%), semimanufaturados de ferro/aço (-59,2%) e couros e peles (-45%). Na exportação de produtos básicos, houve queda da receita de petróleo em bruto (-35,1%), carne bovina (-30,1%) e carne suína (-23,5%), entre outros.

Os principais países de destino das exportações, no período janeiro-outubro de 2009, foram China (US$ 17,7 bilhões), Estados Unidos (US$ 12,9 bilhões), Argentina (US$ 9,6 bilhões), Países Baixos (US$ 6,6 bilhões) e Alemanha (US$ 5,0 bilhões).

Nas importações realizadas pelo Brasil nos primeiros dez meses de 2009, na comparação com o mesmo período de 2008, houve redução de todas as categorias de uso: combustíveis e lubrificantes (-51,2%), matérias-primas e intermediários (-30,9%), bens de capital (-19,9%) e bens de consumo (-8,9%). Os principais países de origem das importações brasileiras foram Estados Unidos (US$ 16,8 bilhões), China (US$ 12,8 bilhões), Argentina (US$ 9 bilhões), Alemanha (US$ 8,0 bilhões) e Japão (US$ 4,6 bilhões).

No ano, o superávit da balança comercial alcança US$ 22,599 bilhões (média de US$ 108,6 milhões). As exportações chegam a US$ 125,879 bilhões (média de US$ 605,2 milhões) e as importações a US$ 103,280 bilhões (média de US$ 496,5 milhões), com uma corrente de comércio de US$ 229,159 bilhões (média de US$ 1,102 bilhão).


Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Assessoria de Comunicação Social do MDIC
Juliana Ribeiro - Jornalista
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