Embrapa Américas será instalada no Panamá no primeiro semestre de 2010
O Panamá vai sediar a mais nova representação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no exterior. Esse novo braço da estatal brasileira, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), apoiará iniciativas voltadas ao desenvolvimento de competências, à segurança alimentar e à garantia da pauta de exportação, entre outros pontos, no México, América Central, Caribe e Região Andina.
Batizada de Embrapa Américas, esta extensão da Empresa atuará em três pilares: plataforma de pesquisa e desenvolvimento, transferência de tecnologia e negócios tecnológicos. O formato será bem diferente ao dos Laboratórios Virtuais da Embrapa no Exterior (Labex), que tratam especificamente de pesquisa de ponta, e dos "escritórios" instalados na África e na Venezuela, ambos focados em transferir tecnologia.
Embora vá existir uma sede, o estabelecimento de uma plataforma de pesquisa e desenvolvimento poderá significar, dependendo do caso, que determinada temática seja tratada em um outro país da região. O coordenador de prospecção e inovação tecnológica da Assessoria de Relações Internacionais (ARI), Francisco Basílio Souza, dá um exemplo dessa situação. "Monterrey (no México) e San Jose (na Costa Rica) têm interessantes programas em biotecnologia e poderiam sediar iniciativas nessa linha. Assim, caso biotecnologia seja um dos temas, em um destes locais haverá possibilidade de estar uma equipe da Embrapa", explica Basílio.
A intenção da Diretoria Executiva é de instalar a Embrapa Américas no primeiro semestre de 2010. O começo do processo de implantação ocorrerá com a seleção de um coordenador e de um especialista em transferência e negócios tecnológicos. Outra novidade deste modelo é que, ao longo do tempo, haverá o deslocamento de pesquisadores para atuar na representação por períodos de curto, médio e longo prazos (até seis meses, no máximo um ano e meio e três anos, respectivamente).
A construção da Embrapa Américas contará, de acordo com o chefe da ARI, Elísio Contini, com o envolvimento das instituições de pesquisa e de desenvolvimento que trabalham na região – como o Grupo Consultivo de Pesquisa Agropecuária Internacional (CGIAR), Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Também se incluem organizações financiadoras, entre elas Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial (BIRD) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC). Além disso, a nova representação é uma das metas do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa).
O escritório da representação funcionará na Cidade do Saber, situada nas proximidades do Canal do Panamá. No local já estão presentes organizações e instituições internacionais.
Fonte:
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Deva Rodrigues - Jornalistas