Commodities Agrícolas
Recuperação em NY
Os preços do algodão registraram forte valorização ontem na bolsa de Nova York e recuperaram todas as perdas verificadas desde sexta-feira. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que a alta foi sustentada por coberturas de posições em parte motivadas pelo novo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) - que trouxe uma pequena redução nas estimativas para as produções americana e mundial e também leve baixa nos estoques daquele país. Os contratos para dezembro subiram 106 pontos por libra-peso, para 53,71 centavos de dólar. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso caíram 0,33%, para R$ 1,2983. No acumulado deste mês de julho, a desvalorização já alcança 2,7%.
USDA derruba
Depois de um relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) considerado "misto" por traders ouvidos pela Dow Jones Newswires, as cotações do algodão caíram ontem em Nova York. Para a safra 2006/07, o órgão corrigiu para baixo a produção americana, mas elevou a produção para os estoques finais do país. Em relação aos números globais, tanto produção quanto estoques foram ajustados para baixo. Na bolsa de Kansas, os papéis para setembro recuaram 7,75 centavos de dólar por bushel, para US$ 5,1725; em Chicago, o mesmo vencimento caiu 4,25 cents, para US$ 4,1450 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos saiu por R$ 19,78, em média, no mercado paranaense, em alta de 0,41%, segundo levantamento do Deral.
Correção técnica
As cotações do suco de laranja registraram forte alta ontem na bolsa de Nova York, apesar de o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) ter sinalizado, em relatório divulgado ontem, perdas menores que as esperadas na produção de laranja da Flórida. O órgão estimou a safra em 151 milhões de caixas de 40,8 quilos em 2005/06, 2 milhões a menos que na última projeção. Analistas esperavam correção de até 6 milhões de caixas. Mas, como houve um forte tombo das cotações na semana passada, o movimento de correção técnica prevaleceu e os contratos para novembro fecharam a US$ 1,6050 por libra-peso, em alta de 265 pontos. No mercado interno, a caixa da fruta para às indústrias saiu por R$ 9,84 na média paulista, segundo o Cepea/Esalq.
Fundos derrubam
Os preços futuros do açúcar fechou com forte queda ontem, pressionados por vendas de fundos e especuladores no mercado. Os contratos de março fecharam a 16,68 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com recuo de 26 pontos sobre o pregão anterior. Em Londres, os contratos para outubro encerraram o dia US$ 472,80 a tonelada, com queda de US$ 5,20. Na próxima semana, a Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo) divulgará o balanço da colheita da safra de cana no Centro-Sul. A Unica também deverá refazer suas estimativas sobre a produção. Em sua primeira previsão para esta safra, a 2006/07, a produção está estimada em 375 milhões de toneladas. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 50,44, segundo o índice Cepea/Esalq.