Commodities Agrícolas

30/11/2009

Commodities Agrícolas

 

 


Teto em cinco semanas.

Movimentos técnicos dos investidores levaram as cotações do suco de laranja ao maior patamar em cinco semanas na sexta-feira na bolsa de Nova York, segundo relatou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão a US$ 1,1790 por libra-peso, ganho de 365 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em março subiram 315 pontos e atingiram US$ 1,21. Já é um patamar bastante superior à barreira de US$ 1 que, há alguns meses, parecia difícil de ser superada. No mercado brasileiro, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 6,86 em São Paulo, segundo levantamento do Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias até sexta-feira, houve valorização de 1,06%.

Liquidação em NY.

Um movimento de vendas que dominou o início do pregão de sexta-feira na bolsa de Nova York prevaleceu ao longo do dia e provocou forte queda das cotações do algodão, conforme a agência Dow Jones Newsiwres. Os futuros para março fecharam a 73,84 centavos de dólar por libra-peso, em queda de 138 pontos; já os contratos para entrega em maio recuaram 134 pontos. Traders locais afirmaram que a crise em Dubai gerou a desconfiança que alimentou a liquidação observada no início da sessão nova-iorquina. Justiça seja feita, Dubai não derrubou as cotações do suco (ver ao lado). No mercado brasileiro, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma subiu 0,38% e alcançou R$ 1,2715. Em novembro, a alta acumulada chegou a 5,41%.

Exportação dos EUA.

Movimentos técnicos e uma surpreendente elevação da demanda pelo produto americano determinaram a alta das cotações do milho na sexta-feira na bolsa de Chicago, conforme a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,9725 por bushel, ganho de 5,25 centavos de dólar em relação à véspera, enquanto os futuros para março - quando a safra brasileira de verão ainda estará no mercado - subiram 5,50 centavos de dólar, para US$ 4,1350. Na última semana os americanos exportaram 1,6 milhão de toneladas de milho, volume considerado uma "aberração" por alguns traders. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos registrou alta de 0,25% e atingiu R$ 19,91.
 
Poderia ter sido pior.

As cotações do trigo reagiram negativamente às notícias financeiras envolvendo o sistema financeiro em Dubai e recuaram nas sexta-feira nas bolsas americanas, segundo a Dow Jones Newsiwres. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em dezembro registraram baixa de 1,50 centavo de dólar e encerraram a semana negociados a US$ 5,4875 por bushel. A retração era maior no início da sessão por causa da deterioração do dólar, mas houve alguma recuperação ao longo da sessão. Na bolsa de Kansas, os papéis também para dezembro fecharam a US$ 5,4275 por bushel, em queda de 3,75 centavos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 25,43, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.