Commodities Agrícolas
Oferta preocupa.
Os futuros de café fecharam em alta ontem em Nova York, com as preocupações em relação a uma redução da oferta e sustentados pela nova queda do dólar, segundo a Bloomberg. O contrato com vencimento em março de 2010 subiu 395 pontos a US$ 1,42 por libra-peso. A moeda americana havia se valorizado 1% nas duas sessões anteriores, em parte, por conta das preocupações com a dívida de Dubai. O café já subiu 27% este ano em função do declínio da oferta da Colômbia e da América Central. A Federação Nacional dos Produtores de Café da Colômbia informou que o país vai produzir 8 milhões de sacas este ano por causa do clima adverso. A previsão anterior era de 8,3 milhões de sacas. O indicador Cepea/Esalq do café ficou em R$ 277,48 por saca, alta de 1,46%.
Mais ganhos em NY.
Os sinais de redução da oferta de laranja na Flórida, que abriga o segundo maior parque citrícola do mundo, continua a oferecer sustentação às cotações do suco na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram a sessão de ontem negociados a US$ 1,1930 por libra-peso, ganho de 140 pontos, enquanto os papéis para entrega em março subiram 190 pontos e fecharam a US$ 1,2290. Em São Paulo, onde está o maior parque citrícola do planeta, já se sabe que as atuais chuvas prejudicaram a florada da próxima safra de laranja, o que também ajuda a dar suporte aos preços. No mercado paulista, ontem, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias saiu por R$ 6,86, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.
Demanda chinesa.
Os contratos futuros de soja com vencimento em março de 2010 encerraram o pregão de ontem na bolsa de Chicago com alta de 7,25 centavos de dólar a US$ 10,66 por bushel. De acordo com a Bloomberg, a razão para a valorização foi a crescente demanda por ração animal e óleo comestível produzido a partir de oleaginosas dos Estados Unidos, o maior produtor e exportador mundial de soja. De 1º de setembro a 19 de novembro, as exportações americanas de soja subiram 58%, para 27,1 milhões de toneladas, sobre o período um ano antes, e a China respondeu por 62% do total. A seca no Brasil e na Argentina na safra 2008/09 impulsionou o consumo da soja americana. O indicador da soja Cepea/Esalq Paraná ficou em R$ 42,90 por saca, queda de 1,17 %.
Exportação favorecida.
O mercado futuro de trigo fechou em alta ontem na bolsa de Chicago com as expectativas de que as exportações dos EUA cresçam com a queda do dólar num momento em que aumenta a demanda dos investidores por hedge contra a inflação, segundo a Bloomberg. Em Chicago, os contratos para março subiram 19 centavos de dólar a US$ 5,8875 por bushel. Em Kansas, março teve alta de 16 centavos a US$ 5,75. O temor de que alguns produtores dos EUA não consigam plantar a safra de inverno por causa das chuvas pesadas que atrasam a colheita da soja também puxou o trigo. "O trigo e a soja foram beneficiados pelo dólar mais fraco", disse Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity Brokerage in Des Moines, Iowa. No Paraná, a saca teve preço médio de R$ 25,49, alta de 0,24%, segundo o Deral.