Brasil precisa vencer desafios para se tornar a 5ª economia mundial

14/12/2009

Brasil precisa vencer desafios para se tornar a 5ª economia mundial

 

 

O Brasil terá de suar a camisa parase tornar a quinta economia do mundo até 2016. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha dito mais deumavez que essa projeção se cumprirá, um estudo da agência de classificação de risco Austin Rating mostra que,mantidas asatuaisprevisões do mercado e do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil – que hoje ocupa a oitava posição – terminará 2016 como a nona economia do mundo, ficando atrás de EUA, China, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Rússia e Itália.

O assunto também virou peça de propaganda do PT. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, bateu na mesma tecla no programa do partido que foi ao ar na quintafeira. Ela disse que “em poucos anos, seremos a quinta maior economia do mundo”.

Mas, segundo Alex Agostini, o economista da Austin responsável pelo estudo, o País tem hoje entraves que atrapalham sua colocação no ranking, sendo que os principais são a burocracia, a elevada carga tributária, os juros altos e o baixo volume de investimentos. Enquanto o Brasil investemenosde 20%doProduto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços), na Índia o percentual é de 30% e na China, de 40%.

Agostini ressalva, porém, que a projeção do presidente teria condições de ser alcançada, dependendo do quanto fatores como a exploração da camada pré-sal e os investimentos para Copa e Olimpíadas impulsionem a atividade no País. Segundo o estudo da Austin, nas condições atuais, a economia brasileira deve ter uma expansão média nominal (em dólares) de 5,8% entre 2012 e 2016. Para que o País consiga chegar ao quinto lugar na lista das maiores economias nos próximos sete anos, a taxa de crescimento do PIB teria que ganhar um impulso adicional de 6,7 pontos percentuais, ficando, em média, em 12,5% no período.

“O crescimento do PIB em dólar para o Brasil tem de ser muito maior”, disse ele.

Simão Silber, economista da Fipe e professor da USP, também acha difícil o Brasil atingir a marca esperada pelo presidente. Segundo ele, o Brasil vai ficar atrás dos demais integrantes dos Brics (Rússia, Índia e China).