Commodities Agrícolas
Safra brasileira.
Os ajustes para baixo promovidos pela Conab em suas estimativas para a produção sucroalcooleira do país nesta safra 2009/10 (ver página B14) determinaram forte valorização das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão negociados a 25,94 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 112 pontos, enquanto os papéis para entrega em maio subiram 90 pontos e atingiram 24,33 centavos de dólar. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires afirmaram que a queda do dólar em relação a outras moedas também colaborou para a disparada observada. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,69%, para R$ 58,13.
Teto em 30 anos.
Os contratos futuros de cacau atingiram o maior valor em 30 anos ontem em Nova York sustentados por compras estimuladas pelo dólar mais fraco e preocupações em relação à possibilidade de uma safra menor do que a prevista na Costa do Marfim. Os contratos para maio de 2010 subiram US$ 128 por tonelada, para US$ 3.510. Já os de março bateram US$ 3.503 por tonelada, o maior valor desde os US$ 3.538 de 9 de fevereiro de 1979. O contrato fechou com alta de US$ 133 a US$ 3.498, ou 4% no dia. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, se a economia americana continuar a melhorar e o dólar se enfraquecer mais, o cacau pode "atacar" os US$ 4.000. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba teve preço médio de R$ 94,70 ontem, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Queda do dólar.
As cotações do algodão retomaram a trajetória de alta na bolsa de Nova York e atingiram o nível mais alto em 17 meses ontem. Os contratos para maio terminaram o dia valendo 77,04 centavos de dólar por libra-peso, alta de 119 pontos em relação ao dia anterior. Operadores consultados pela Bloomberg informaram que a recuperação dos preços se deu diante da retomada do interesse dos investidores por algumas commodities agrícolas com a desvalorização do dólar no mercado internacional. No mercado interno, o dia também foi de recuperação. O indicador Cepea/Esalq terminou o dia valendo 135,13 centavos de reais por libra peso, alta de 0,34%. No acumulado mensal, os preços da pluma no Brasil apresentam uma valorização de 6,03%.
Demanda da China.
Os preços da soja voltaram a subir na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março terminaram a quarta-feira valendo US$ 10,67 por bushel, alta de 5 centavos de dólar por bushel. O motivo para mais um dia de alta nos Estados Unidos se deve à demanda chinesa, que voltou a fazer grandes compras. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou a venda de 290 mil toneladas de soja americana para o mercado chinês. Segundo analistas consultados pela Bloomberg, o mercado voltou a identificar o interessa da China pela soja dos Estados Unidos, fato que tem dado suporte aos preços. No mercado interno, dados do Imea indicam que a soja em Rondonópolis (MT) foi negociada ontem a R$ 40,50 por saca.