Expansão de 1,5% no PIB da Bahia

21/12/2009

Expansão de 1,5% no PIB da Bahia

 

 

 

Com um crescimento estimado em 1,5%, a economia baiana deve gerar este ano um montante de R$ 126 bilhões em produtos e serviços.

A estimativa da equipe de Contas Regionais da SEI leva em conta o crescimento de 2,3% no terceiro trimestre e a perspectiva de um quarto trimestre com pelo menos 4,0% de expansão. O ressultado do ano é puxado pelos setores de serviços, comércio e construção civil.

O setor determinante para o desempenho positivo da economia baiana em 2009 é o de serviços, que representa pouco mais de 63% do valor agregado da economia baiana e apresenta taxa positiva de 3,7% no ano. “Como resposta às medias governamentais de aquecimento da economia interna, o segmento comercial deverá encerrar 2009 com um crescimento de 5,0%”, diz o diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI, Gustavo Pessoti. Além do comércio, outros segmentos dos serviços cresceram acima da média: a administração pública (3,5%) e o segmento de alojamento e alimentação (2%).

Na indústria, o recuo será amenizado, ficando em -1,2%, sobretudo pelo bom resultado da construção civil (7,0%). Já a indústria de transformação vai fechar 2009 com retração em torno de 5,5% ante 2008. “Essa redução foi determinada basicamente pela crise da economia mundial, que afetou as vendas de petroquímicos, metalurgia, papel e celulose e automóveis, com reflexos em toda a cadeia industrial.

A perspectiva de Pessoti é de franca recuperação do setor em 2010, com reflexos em toda a economia.

“A indústria do Brasil está cada vez mais próxima de atingir a máxima capacidade instalada, e quando isso acontecer, a demanda vai recair sobre a indústria baiana. A indústria química e petroquímica baiana, mesmo nesse cenário de crise, já opera com o nível de capacidade instalada bem próxima do seu limite. Se a retomada da economia internacional se efetivar, como é esperado ainda para o final do primeiro semestre de 2010, somando ao fato de que a economia nacional deverá ter uma expansão entre 5,0% e 6,0% no próximo ano, isso fatalmente vai provocar uma retomada da demanda para a indústria baiana, que necessariamente terá que fazer novos investimentos para ampliar a capacidade produtiva.

Além disso, outros setores que foram bastante afetados pela crise, como o automotivo e o de refino e petróleo, também devem ter novos impulsos”, analisa o diretor de Indicadores e Estatísticas da SEI.

O setor agropecuário também desacelerou em 2009. Apesar de registrar a segunda melhor safra de grãos da história, com aproximadamente 6 milhões de toneladas, essa safra será 4,2% menor que a de 2008, quando a produção de grãos atingiu 6,4 milhões de toneladas, fazendo a agropecuária fechar 2009 com recuo de 4,5% na comparação com 2008, incluindo aí efeitos negativos da pecuária e agricultura.

CONSTRUÇÃO CIVIL

O setor da construção civil cresce a patamares elevados desde 2006. A crise não afetou o bom momento do setor, que deve fechar 2009 com incremento de 7,0% e a criação de 19.624 postos formais de trabalho até outubro, número que deve aumentar até o fechamento do ano. O consumo de cimento, outro importante indicador para o setor, cresceu 6,7% até setembro.

O aquecimento do mercado imobiliário não vai parar por aí. A expectativa dos analistas conjunturais é de continuidade da expansão em 2010. “Muitas obras do mercado imobiliário estão iniciadas e terão andamento no próximo ano. Além disso, os segmentos de infraestrutura e logística vão impactar fortemente o setor em 2010”, explica o economista da SEI, Gustavo Pessoti.