Commodities Agrícolas

22/12/2009

Commodities Agrícolas

 

 

 

Ajuste e consolidação

Movimentos de ajuste e consolidação liderados por fundos de investimentos determinaram a queda das cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, os contratos com vencimento em março encerraram o pregão negociados a 25,62 centavos de dólar por libra-peso, em baixa de 72 pontos, enquanto maio recuou 42 pontos, para 24,20 centavos de dólar. Traders acreditam que novos movimentos técnicos dos fundos darão o tom no mercado até o fim do ano, mas lembram que a oferta mais curta segue como fator de sustentação pelo lado dos fundamentos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo subiu 1,21%, para R$ 60,32.
 
Teto em 17 meses

As baixas temperaturas em regiões produtoras de laranja da Flórida deflagaram compras especulativas e coberturas de posições e motivaram forte valorização do suco ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em janeiro fecharam a US$ 1,3595 por libra-peso, em alta de 550 pontos, ao passo que março atingiu US$ 1,3995, ganho de 560 pontos. Conforme a agência Dow Jones Newsiwres, com a disparada os preços voltaram ao maior patamar em 17 meses em Nova York. Traders locais disseram que, com as previsões meteorológicas para a Flórida, não há motivos para sair do mercado. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 6,99. Nos últimos cinco dias, a variação positiva chegou a 0,14%.
 
Pressão sul-americana

Os preços da soja iniciaram a semana em queda na bolsa de Chicago e atingiram o nível mais baixo em 30 dias. Os contratos para março terminaram a segunda-feira valendo US$ 10,08 por bushel, queda de 11,50 centavos de dólar. Analistas consultados pela Bloomberg informaram que as chuvas que atingem Brasil e Argentina podem melhorar a produtividade das lavouras na região. Diante desse quadro, vendas especulativas derrubaram as cotações no pregão de ontem. Além do clima, a valorização do dólar no mercado internacional foi outro motivo de pressão sobre os preços da soja. No mercado interno, os preços seguiram a mesma tendência. O indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 42,71 por saca, queda de 0,26%.
 
Oferta gorda

O aumento da produção e dos estoques globais mais vez determinou a queda das cotações do trigo ontem nas bolsas americanas, conforme relato da agência Bloomberg. Em Chicago, os contratos futuros para entrega em maio encerraram a sessão a US$ 5,33 por bushel, em baixa de 8,25 centavos de dólar; em Kansas, referência importante para os importadores brasileiros, o mesmo vencimento recuou 8 centavos de dólar, para US$ 5,28 por bushel. Traders acreditam que a pressão sobre as cotações do cereal vai perdurar. No Paraná, a saca de 60 quilos do produto foi negociada, em média, por R$ 24,07, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura. Em relação ao patamar de sexta-feira, houve ganho de 0,88%.