O governo e o leite
Elevar os níveis de produção e produtividade do rebanho leiteiro da Bahia, com ênfase na agricultura familiar. Esta é a meta da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária , através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), que vem construindo, com os agricultores familiares baianos, inseridos na cadeia produtiva do leite, estratégias para validação de tecnologias de baixo custo e eficiência comprovada. O secretário Roberto Muniz analisa que a produção do leite precisa ser competitiva, com resultados satisfatórios para os produtores, colocando no mercado produtos de qualidade e com sanidade. Segundo ele , esses são alguns dos objetivos da Câmara Setorial do Leite, criada recentemente para debater e encontrar as soluções para o setor.
A Bahia tem o terceiro rebanho leiteiro do país, mas é o sétimo em produção, por causa da baixa produtividade dos animais. Para o secretário Roberto Muniz, este é um grande desafio a ser vencido, o que passa pela melhoria genética do rebanho, oferta de mais alimentos para o gado, e estabilização do preço do leite. Entre as ações desenvolvidas destaca-se a de melhoramento genético de raças bovinas leiteiras, como a Gir, de linhagem leiteira, trabalhada pela EBDA na Estação Experimental do Paraguaçu, em Itaberaba; a Girolando, desenvolvida na Estação Experimental de Aramari, em Aramari, e a Guzerá, na Estação Experimental Cruzeiro do Mocó, em Feira de Santana.
De acordo com o IBGE, em 2006, a Bahia contava com 118,39 mil produtores de leite e o atual rebanho estadual é constituído por mais de 11 milhões de bovinos, e em relação ao número de vacas ordenhadas – 1,77 milhão de cabeças -, a Bahia ocupa o terceiro lugar, perdendo apenas para Minas Gerais e Goiás.