Convênio para cultivo de algas

15/01/2010

Convênio para cultivo de algas

 

Foto: Divulgação Imprensa/Seagri
Elaborar um plano de trabalho com o objetivo de dinamizar o cultivo de macroalgas na Baía de Todos os Santos, é o que ficou definido na parceria entre a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri)/Bahia Pesca, o Instituto Otaviano Oliveira e a empresa Pecten Aquicultura Ltda., mediante convênio de cooperação técnica foi assinado nesta sexta-feira (15).

No convênio, assinado pelo presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, Samuel Reche Barbosa (Instituo Otaviano), e Fernando Vitor de Abreu Moschen (Pecten), ficou estabelecido que caberá à Bahia Pesca a implantação de cursos de capacitação e o fornecimento de apoio logístico para o treinamento de atividades e projetos relacionados ao programa. As duas outras instituições ficarão encarregadas do apoio logístico e de infra-estrutura nas atividades de campo e custeio do programa, em atividades de campo junto às comunidades envolvidas.

O projeto da Bahia Pesca, denominado “Maricultura de Manejo de Algas como fonte de renda para comunidades da Baía de Todos os Santos”, prevê a implantação de módulos-pilotos de cultivos em áreas da Baía de Todos os Santos. A proposta é que ainda este ano, os primeiros cultivos estejam gerando resultados que permitam análises mais profundas para serem implantados em escala comercial.

Cultivo

Cada hectare de lâmina d`água onde as algas poderão ser cultivadas tem uma produtividade de três toneladas, que podem ser colhidas em apenas três meses após o plantio das mudas. Em cada módulo desses poderão ser empregadas três famílias, com baixos investimentos e grande rentabilidade.

Além dos fins alimentícios e na indústria química, o cultivo de algas pode ser aproveitado como bio-combustível na produção do etanol, na indústria de cosméticos, na produção de sabonetes e cremes, na bebida, associadas a sucos de frutas, e na indústria farmacêutica.

Em todo o mundo são produzidos anualmente sete milhões de toneladas de algas para fins alimentícios, e outras 300 mil toneladas para uso diverso pela indústria química. Os maiores produtores são a China, Coréia, Japão, Filipinas e Indonésias. Na América do Sul o maior produtor é o Chile. O Brasil desponta como grande exportador de algas, tendo ainda baixa industrialização do produto.

Fonte:
Assessoria de Comunicação
Adilson Fonseca – Jornalista DRT-Ba 969
e-mail:
adilson.fonseca@bahiapesca.ba.gov.br
Tel.: (71) 3116-7113

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