Modernização dobra capacidade de produção de alevinos na Bahia

18/01/2010

Modernização dobra capacidade de produção de alevinos na Bahia

 

Estas espécies de peixes deverão estar cada vez mais presentes na mesa dos baianos. A reforma e modernização das sete estações de piscicultura e a perspectiva de implantação da estação Caiçara, em Paulo Afonso, vão dobrar a capacidade de produção de alevinos (filhotes de peixes) na Bahia.

Responsável pela produção de pelo menos 80% de alevinos no Estado, a Bahia pesca, empresa ligada à Secretaria de Agricultura do Estado, espera aumentar a oferta de peixes no mercado consumidor baiano. Com uma produção de 90 mil toneladas por ano, entre peixes de água doce e salgada, a Bahia atende a somente 64% da demanda interna do Estado.

A meta da Bahiapesca é chegar à carga máxima ainda este ano, com uma produção de 50 milhões de alevinos até 2011. Caso seja concretizada, a produção será sete vezes maior do que a que foi registrada no ano passado, quando foram produzidos somente sete milhões de peixes devido à desativação e reforma das estações de piscicultura.

O processo de recuperação das estações de Jequié, Pedra do Cavalo, Cipó, Boa Vista do Tupi, Ponto Novo, Joanes e Itamaraju foi iniciado em 2007.

“Tínhamos estações com tecnologia defasada que implicavam baixa produtividade dos peixes. A produção era pequena e interferia na demanda dos nossos projetos”, explica o subgerente de aquicultura da Bahiapesca, Eduardo Rodrigues.

Dentre as melhorias realizadas estão a compra de equipamentos para os laboratórios das estações, a melhoria do plantel de peixes com a introdução de novas linhagens com melhor qualidade genética, além da divisão dos peixes em viveiros, proporcionando um maior estímulo ao processo reprodutivo.

De acordo com a Bahiapesca, o programa de povoamento em aguadas públicas beneficiou mais de dez mil famílias em 57 municípios baianos no ano passado, priorizando as localidades do semiárido.

Cativeiro Criados nas estações de piscicultura, os alevinos são posteriormente transportados e liberados em rios, lagos, açudes e represas. Os peixes são distribuídos a partir da demanda de associações e colônias de pescadores.

Outra alternativa é a distribuição para estruturas de tanques-rede, onde é feita a engorda dos peixes com uma alimentação a base de ração.

Libertados após um período de tempo maior em cativeiro, estes alevinos possuem uma maior probabilidade de sobrevivência.

De acordo com a Bahiapesca, além do fornecimento dos alevinos, o órgão trabalha com a capacitação dos pequenos produtores sobre o processo de engorda dos peixes através da criação em tanques-rede.

Apesar de mais eficiente, o uso desta técnica ainda é pouco difundido na Bahia. Na Associação de Pescadores de Jequié, que possui cerca de 120 pescadores cadastrados, somente 13 trabalhadores atuam com criação em tanquesrede.

Mesmo assim, os pescadores da região estão otimistas e esperam que em breve a estação opere na sua capacidade máxima. “As vendas ainda não atingiram o esperado, mas a nossa produção tem crescido”, comenta José Paulo Benevides , pescador e presidente da associação.

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