Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

17/07/2006

Commodities Agrícolas

 

Argentina reduz vendas

As exportações de trigo da Argentina totalizaram 7,055 milhões de toneladas até o dia 14 de julho, queda de 27,2% sobre igual período do ano passado (9,695 milhões de toneladas), segundo informações da Dow Jones Newswires citando a Secretaria de Agricultura daquele país. No mês de maio, os exportadores argentinos decidiram auto-regular as oferta do cereal para o mercado externo por causa do temor de inflação no mercado doméstico. O plantio de trigo na Argentina está avançando, com o fim das chuvas. Em Kansas, os contratos para setembro fecharam a US$ 4,955 o bushel, alta de 2 centavos. Em Chicago, os contratos para setembro encerraram a US$ 3,975 o bushel, alta de 2 centavos. No Paraná, a saca de 60 quilos fechou a R$ 19,96, segundo o Deral.

 

Clima favorável

As previsões de clima favorável sobre as lavouras cafeeiras do Brasil ajudaram a pressionar os preços do café no mercado internacional. Informações da Somar Meteorologia mostram que há uma massa de ar seco sobre as áreas produtoras de café, o que garante nos próximos dias tempo aberto e ensolarado. Chuvas isoladas podem atingir os cafezais do Espírito Santo. Em Nova York, os contratos para setembro encerraram a 98,25 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 245 pontos. Em Londres, os contratos de setembro fecharam a US$ 1.268 a tonelada, com queda de US$ 44. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que as vendas de fundos também tiraram o suporte das cotações. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 218,57, segundo o índice Cepea/Esalq.

 


Cobertura de posições

Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte alta, na sexta-feira, impulsionados por cobertura de posições por parte dos fundos e compras especulativas no mercado, após as recentes quedas verificadas nas últimas sessões. Os contratos para setembro fecharam a US$ 1,59 a libra-peso, na bolsa de Nova York, com aumento de 245 pontos sobre o pregão anterior. As previsões meteorológicas para a região produtora da Flórida indicam chuvas, que devem favorecer os pomares. O mercado está atento à temporada de furacões. Para o Brasil, maior produtor e exportador mundial do suco, a Meteorlogix prevê clima seco para os próximos dias. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja às indústrias fechou a R$ 9,80, segundo o índice Cepea/Esalq.

 

Especulador pressiona

Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda, na sexta-feira, com a pressão de vendas de especuladores no mercado e liquidação por parte dos fundos, segundo analistas ouvidos pela Reuters. Os contratos para março fecharam a 16,41 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com queda de 40 pontos sobre o pregão anterior. Na bolsa de Londres, os contratos para outubro encerraram o dia US$ 470,10 a tonelada, com alta de US$ 6,80. Na Rússia, os preços interno do açúcar subiram 15% desde o fim de junho por conta da redução dos volumes de importação naquele país. As indústrias locais estão ociosas. A Rússia é o maior importador mundial de açúcar. No mercado paulista, a saca de 50 quilos de açúcar fechou a R$ 50,31, segundo o índice Cepea/Esalq.