Ofensiva ruralista para liberar agrotóxico

01/02/2010

Ofensiva ruralista para liberar agrotóxico

 


Está em curso uma ofensiva do setor ruralista — que inclui Ministério da Agricultura, bancada do agronegócio e fabricantes de agrotóxicos — sobre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O objetivo do “lobby” é suspender a fiscalização e obrigar a Anvisa a liberar a comercialização de agrotóxicos no País, muitos já proibidos e banidos em vários outros países, como China, União Eu ropeia e Paraguai.

A agência é responsável pelo controle desses produtos e por identificar seus malefícios à saúde.

A pressão sobre a Anvisa aumentou no segundo semestre de 2009. Diretores do ministério, dirigentes de empresas, sindicatos de fábricas desses defensivos agrícolas e parlamentares iniciaram uma campanha para rever proibições da Anvisa e suspender consultas públicas feitas pela agência, com parecer pelo banimento desses ingredientes. As empresas estão recorrendo à Justiça, que tem dado ganho de causa à Anvisa.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, participa diretamente desta ação contra a Anvisa e comandou, no início de dezembro, uma reunião em sua sala para tratar do assunto. Estavam presentes todos os segmentos interessados na liberação dos agrotóxicos, e representantes do Ministério do Meio Ambiente e da Anvisa. A temperatura subiu e o clima feEuchou entre Stephanes e representantes da Anvisa.

“ A Anvisa não pode decidir sozinha sobre agrotóxicos.

Não é uma decisão exclusiva da agência. Sei que a agricultura orgânica é melhor do que a que utiliza agrotóxico.

Mas não tenho dúvida que, sem esses produtos (agrotóxicos), não vamos produzir mais e alimentar mais gente.

Claro que se algum deles faz, de fato e comprovadamente, mal à saúde, defendo que seja retirado do mercado”, disse Stephanes.

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