Câmara Setorial do Sisal vai discutir problemas do setor

04/02/2010

Câmara Setorial do Sisal vai discutir problemas do setor

 

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Matéria: Agecom / Bahia



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Foto: Jorge Cordeiro / Agecom

A construção de batedeiras comunitárias, cursos de capacitação e facilidade de acesso do pequeno produtor a novas tecnologias do plantio. Essas são ações do Governo do Estado apresentadas durante o Encontro Sobre a Indústria do Sisal, promovido pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), ontem, quando foi lançada a Câmara Setorial do Sisal, que deverá ser instalada em março.

A câmara tem como objetivo discutir de forma permanente os problemas e as soluções do setor, desde a plantação até a comercialização. No encontro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou os normativos para a implantação do Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP).

Trata-se de um instrumento da Política de Garantia de Preço Mínimo, que consiste em subvenção econômica e concede aos empresários que se disponham a adquirir o sisal diretamente do produtor rural ou de sua cooperativa pelo preço mínimo decretado pelo governo federal – R$ 1,04 o quilo da fibra bruto.

Preço mínimo – Desde 2007, o governo federal adquire sisal bruto, garantindo o preço mínimo para comercialização do produtor rural, totalizando investimento de R$ 23 milhões. Com o PEP, o governo não tem mais necessidade de fazer estoques, incentivando o empresário a comprar diretamente do produtor rural.

De acordo com a superintendente regional da Conab, Rose Pondé, o governo federal liberou cerca de R$ 16 milhões para a fixação do preço mínimo ao produtor rural.

O Brasil é o maior produtor de sisal do mundo e a Bahia é responsável por 95% da produção da fibra e 89% das exportações nacional, seguida pelos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte.

A exploração concentra-se no Nordeste, geralmente em áreas onde as condições do clima são pouco favoráveis.

Atualmente, a cultura do sisal emprega no estado mais de 700 mil pessoas, desde o cultivo até a industrialização. A produção estadual é superior a 267,8 mil toneladas por ano, se estendendo por 70 municípios.

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