Commodities Agrícolas

10/02/2010

Commodities Agrícolas


 
Aumento da demanda.

Sinais de que grandes importadores podem voltar ao mercado para fazer novas compras impulsionaram os preços do açúcar em Nova York no pregão de ontem. Segundo a Bloomberg, a queda registrada nas cotações na semana passada atraíram novamente importadores como o México e esse movimento acabou puxando os preços nas negociações de ontem. Os contratos com vencimento em maio fecharam o dia cotados a 26,20 centavos de dólar por libra-peso, alta de 43 pontos em relação ao dia anterior. Além disso, analistas disseram que o enfraquecimento do dólar no mercado internacional também contribuiu para a valorização das commodities, incluindo o açúcar. Já no Brasil, o indicador Cepea/Esalq recuou 0,12% para R$ 72,45 por saca.

Vendas especulativas.

Apesar da queda do dólar no mercado internacional, o que deixa as commodities mais atraentes para investidores, os preços futuros do cacau na bolsa de Nova York fecharam o pregão de ontem em queda. Os contratos com vencimento em maio terminaram o dia a US$ 3.038 por tonelada, queda de US$ 16. A dificuldade em desfazer posições compradas devido à falta de liquidez do mercado e as recentes perdas das commodities agrícolas foram apontados como os principais motivos da queda de ontem, segundo a Bloomberg. As cotações têm caído nas últimas semanas devido a um sentimento de demanda mais fraca no mercado internacional. No mercado interno, a arroba do cacau ficou estável em R$ 90 na praça de Ilhéus.
 
Safra menor nos EUA.

Os preços do suco de laranja atingiram ontem o nível mais elevado em quatro semanas em Nova York, depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu sua estimativa para a produção da safra da Flórida, segundo a Bloomberg. Ontem, os contratos para maio fecharam o pregão cotados a 141,15 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 350 pontos em relação ao dia anterior. A previsão é que a Flórida produza 129 milhões de caixas da fruta nesta safra, volume que representa uma queda de 4,4% em relação à estimativa de janeiro. Em comparação à safra anterior, cuja produção atingiu 162,4 milhões de caixas, a retração é de 21%. No Brasil, o preço médio dos últimos cinco dias está em R$ 9,54 por caixa, alta de 1,81%, segundo o Cepea.
 
Exportação maior.

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o enfraquecimento do dólar no mercado internacional levaram os preços futuros do algodão a registrar uma forte alta no pregão de ontem em Nova York, segundo a Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em maio fecharam a terça-feira em alta de 222 pontos a 72,98 centavos de dólar por libra-peso. O relatório do USDA elevou de 11 milhões para 12 milhões de fardos sua estimativa para as exportações americanas da pluma na safra 2009/10, o que foi considerado por analistas um fator muito positivo para o mercado. No Brasil, os preços seguiram em sentido oposto e caíram. O indicador Cepea/Esalq fechou a 142,61 centavos de real por libra-peso, queda de 0,26%.
 

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