Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

18/07/2006

Commodities Agrícolas


Crise no Oriente Médio

A crise no Oriente Médio e a ameaça nuclear da Coréia do Norte provocaram uma migração dos investidores para ativos americanos e para o dólar, segundo Michael McDougall, diretor da Fimat Futures. Boa parte das commodities agrícolas negociadas nas bolsas americanas e de Londres recuou por conta desses fatores macros. Os preços futuros do açúcar fecharam em queda em Nova York, pressionados também pela falta de interesse de compra por parte dos países consumidores e maior oferta do produto, segundo a Reuters. Em Nova York, os contratos de março fecharam a 16,15 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 26 pontos sobre o dia anterior. Em São Paulo, a saca de 50 quilos fechou a R$ 50,42, segundo o índice Cepea/Esalq.



Perspectiva de furações

Os preços futuros do suco de laranja fecharam em queda ontem, em Nova York, pressionados por vendas especulativas. Os contratos para setembro fecharam a US$ 1,56 a libra-peso, queda de 1,5% sobre o pregão anterior. Segundo analistas, há expectativas de que a temporada de furacões no Oceano Atlântico possa provocar tempestades e ameaçar a Flórida, maior região produtora de laranja dos EUA. A indústria de suco americana, que representa cerca de US$ 9,1 bilhões, já sofreu prejuízos significativos com os furacões em 2004 e no ano passado. A meteorologia prevê chuvas ocasionais na Flórida, que deverão continuar até sexta-feira. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja às indústrias fechou a R$ 9,88, segundo o índice Cepea/Esalq.

 
Maior queda desde 1989

Os preços futuros do cacau encerraram com forte queda ontem, a maior desde 1989, segundo Michael McDougall, diretor da Fimat Futures. Em Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 1.592 a tonelada, com queda de US$ 157, ou 9%, em relação ao pregão anterior. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que os preços foram influenciados também pelo recuo da bolsa de Londres. Em Londres, os contratos para dezembro fecharam a 912 libras a tonelada, com queda de 90 libras. Os analistas informaram que os fundos que estavam comprados decidiram realizar lucro. Nos mercados de Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau encerrou a R$ 52 ontem, com queda de 5,45% sobre sexta-feira, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC).

 


Clima pressiona

A previsão de clima mais ameno sobre as regiões produtoras de grãos dos EUA tirou o suporte das cotações de soja, ontem, em Chicago. Os contratos para setembro encerraram a US$ 5,9725 o bushel, com recuo de 13,50 centavos sobre o pregão anterior. A expectativa é de chuvas sobre as regiões produtoras do Meio Oeste americano, segundo analistas ouvidos pela Reuters. Mas ainda, segundo a Meteorlogix, o clima seco deverá se manter sobre as regiões. Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) mostram que as exportações semanais de soja encerraram na semana passada em 310,3 mil toneladas, acima das projeções de mercado, entre 190,5 mil e 272,2 mil toneladas. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 27,85, segundo o Cepea/ Esalq.