Commodities Agrícolas
Crise no Oriente Médio
A crise no Oriente Médio e a ameaça nuclear da Coréia do Norte provocaram uma migração dos investidores para ativos americanos e para o dólar, segundo Michael McDougall, diretor da
Perspectiva de furações
Os preços futuros do suco de laranja fecharam em queda ontem, em Nova York, pressionados por vendas especulativas. Os contratos para setembro fecharam a US$ 1,56 a libra-peso, queda de 1,5% sobre o pregão anterior. Segundo analistas, há expectativas de que a temporada de furacões no Oceano Atlântico possa provocar tempestades e ameaçar a Flórida, maior região produtora de laranja dos EUA. A indústria de suco americana, que representa cerca de US$ 9,1 bilhões, já sofreu prejuízos significativos com os furacões em 2004 e no ano passado. A meteorologia prevê chuvas ocasionais na Flórida, que deverão continuar até sexta-feira. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja às indústrias fechou a R$ 9,88, segundo o índice Cepea/Esalq.
Os preços futuros do cacau encerraram com forte queda ontem, a maior desde 1989, segundo Michael McDougall, diretor da Fimat Futures. Em Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 1.592 a tonelada, com queda de US$ 157, ou 9%, em relação ao pregão anterior. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que os preços foram influenciados também pelo recuo da bolsa de Londres. Em Londres, os contratos para dezembro fecharam a 912 libras a tonelada, com queda de 90 libras. Os analistas informaram que os fundos que estavam comprados decidiram realizar lucro. Nos mercados de Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau encerrou a R$ 52 ontem, com queda de 5,45% sobre sexta-feira, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC).
Clima pressiona
A previsão de clima mais ameno sobre as regiões produtoras de grãos dos EUA tirou o suporte das cotações de soja, ontem, em Chicago. Os contratos para setembro encerraram a US$ 5,9725 o bushel, com recuo de 13,50 centavos sobre o pregão anterior. A expectativa é de chuvas sobre as regiões produtoras do Meio Oeste americano, segundo analistas ouvidos pela Reuters. Mas ainda, segundo a