Exploração de petróleo enfurece Argentina

23/02/2010

Exploração de petróleo enfurece Argentina

 

A Grã-Bretanha deu início ontem a fazer perfurações na costa das ilhas Malvinas (chamadas de Falkland pelos britânicos), informou a rede BBC, citando a Desire Petroleum, a petrolífera que fará o trabalho durante 30 dias. Horas depois do anúncio, em Cancún, onde participa da cúpula dos chefes de Estado e de governo dos países da América Latina e Caribe, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusou a petrolífera Desire Petroleum de violar resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU).

A plataforma foi instalada numa área situada 100 quilômetros ao norte das ilhas.

As reservas de petróleo na região das Malvinas são estimadas em 60 bilhões de barris, mas um porta-voz da Desire Petroleum disse que a quantidade que pode ser usada comercialmente deve ser muito menor do que isso.

Permissão A atitude britânica de explorar petróleo ao redor do arquipélago enfureceu Buenos Aires. Na semana passada, o governo argentino ordenou que todas as embarcações com direção às Malvinas passando por suas águas deveriam antes pedir permissão de Buenos Aires. A Desire afirmou ontem que seu interesse é apenas na exploração do petróleo e que quer se distanciar Diamond Offshore / AP A perfuração está sendo efetuada a uma profundidade estimada de 3.500 metros da discussão entre Londres e Buenos Aires. “A plataforma está nos limites das águas britânicas”, disse o porta-voz da empresa, David Willie.

A presidente reiterou que “a Argentina vai insistir em sua reivindicação pela soberania sobre as Ilhas Malvinas”.

Cristina disse que a posse argentina das Malvinas é uma questão regional, porque, segundo argumentou, os conflitos pela soberania no século 21 são disputas pelos recursos naturais.

Cristina também agradeceu o “forte apoio” dos presidentes latino-americanos, que vão assinar uma declaração conjunta sobre “os legítimos direitos da República Argentina” sobre as Malvinas.

Segundo o jornal Clarín, diferentemente de declarações anteriores, o texto vai especificar que a disputa sobre a soberania, envolvendo, além das Malvinas, duas outras ilhas governadas pelo Reino Unido, Geórgia do Sul e Sandwich, inclui “os espaços marítimos circundantes”.

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