Commodities Agrícolas
Aumento do déficit.
Os contratos futuros de açúcar na bolsa de Nova York fecharam ontem em 24,40 centavos de dólar por libra-peso para maio, alta de 72 pontos. A valorização, que também atingiu o açúcar branco na bolsa de Londres, se deveu a previsão de que a demanda irá superar a oferta em 9,4 milhões de toneladas na temporada 2009/10, mais do que a estimativa anterior, que previa 7,3 milhões de toneladas, segundo a Organização Internacional do Açúcar. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, os preços devem continuar altos, sustentados pela produção mais baixa. As cotações da commodity dobraram no ano passado depois que o clima desfavorável prejudicou as safras no Brasil e na Índia. No mercado interno, o preço da saca foi de R$ 72,48, alta de 0,03%, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Correção de preços.
Os papéis do algodão com vencimento em maio fecharam em 79,16 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, o que representou um recuo de 61 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela Bloomberg, essa foi a maior queda em duas semanas, e foi provocada por uma correção técnica feita após um excesso de compras em pregões anteriores. "O movimento de alta deste mês foi longe demais", disse um analista. Espera-se que o consumo mundial de algodão suba 4,9% no ano encerrado em 31 de julho, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Em Rondonópolis (MT), a arroba do algodão fechou estável em R$ 44,50, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), órgão ligado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado.
Oferta menor.
Os preços do milho retomaram a trajetória de alta em Chicago. Ontem, os contratos com entrega para maio avançaram 7,05 centavos de dólar e fecharam o dia valendo US$ 3,862 por bushel. Analistas disseram que os produtores reduziram a oferta de milho no mercado, depois que os preços atingiram o baixos patamares de terça-feira, segundo a Bloomberg. O sentimento do mercado é de que os produtores não irão vender os estoques do ano passado em dias de preços baixo para o cereal. Aliado à estratégia dos produtores, a queda do dólar no mercado internacional foi um fator de suporte para o mercado americano. Já no Brasil, os preços acompanharam a alta em Chicago e também subiram. A saca foi negociada ontem a R$ 14,36 no Paraná, alta de 0,28%, segundo o Deral.
Suporte do dólar.
Os preços do trigo voltaram a subir na bolsa de Chicago, depois de uma forte queda no pregão de terça-feira. Ontem, os contratos com vencimento em maio terminaram o dia cotados a US$ 5,137 por bushel, valorização de 8,00 centavos de dólar em comparação aos negócios do dia anterior. Na bolsa de Kansas, a quarta-feira também foi de alta, com as entregas para maio fechando a US$ 5,160 por bushel, valorização de 6,5 centavos. Analistas disseram que a recuperação foi atribuída ao enfraquecimento do dólar no mercado internacional e ao interesse de investidores em se proteger contra a inflação, segundo a Bloomberg. No mercado interno, os preços recuaram 0,87% no Paraná e terminaram o dia a R$ 24,05 por saca, segundo dados do Deral.