Commodities Agrícolas
Perdas na Flórida.
Ainda sustentados pela previsão de perdas na safra da Flórida, os preços futuros do suco de laranja voltaram a subir na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os contratos com vencimento em maio encerraram o pregão cotados a US$ 1,4360 por libra-peso, forte alta de 195 pontos. Segundo levantamento da Bloomberg, neste mês o preço da commodity subiu 5,5%. As cotações do suco de laranja mais do que dobraram no ano passado com o clima frio e doenças reduzindo o potencial da colheita na Flórida, o segundo maior produtor depois do Brasil. No mercado interno, a caixa da fruta sem contrato em São Paulo fechou estável na casa dos R$ 9,50, segundo o Indicador Cepea/Esalq. Nos últimos cinco dias, a queda acumulada do preço da laranja é de 1,22%.
Economia americana.
A expectativa de retomada do crescimento da economia americana ajudou a valorizar as cotações da soja na bolsa de Chicago no pregão da sexta-feira. Os contratos com vencimento em maio encerraram o dia em US$ 9,61 por bushel, alta de 11 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, a economia dos Estados Unidos cresceu no quarto trimestre a níveis mais acelerados em seis anos, sinalizando alta na demanda por grãos usados como alimento e combustível. No mercado interno, o aumento do volume da colheita, sobretudo na região Centro-Oeste, continua pressionando os preços. Segundo o Indicador Cepea/Esalq no Paraná a saca de 60 quilos do grão foi negociada na sexta-feira a R$ 35,44, desvalorização de 0,48%, a terceira da semana.
Sem sustentação.
Os contratos de trigo fecharam em alta na bolsa de Chicago na sexta-feira com investidores desmontando suas apostas de queda dos preços da commodity. Os papéis para maio encerraram o pregão em US$ 5,1925 o bushel, alta de 15,50 centavos de dólar. Em Kansas, o dia também foi de alta com o bushel fechando a US$ 5,21, valorização de 13,50 centavos. As cotações da commodity caíram 19% nos últimos dois meses encerrados em 29 de janeiro. Para analistas ouvidos pela Bloomberg, essa alta de preços pode terminar logo, porque os fundamentos mundiais para o cereal são negativos, principalmente com a Rússia prevendo aumentar a oferta da commodity no próximo ano. No mercado do Paraná, o trigo ficou estável em R$ 24,05 a saca, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Alta em São Paulo.
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) subiu 7,14% na terceira quadrissemana de fevereiro, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura. As maiores altas foram na laranja para mesa (63,65%), tomate para mesa (46,10%), laranja para indústria (27,04%), feijão (12,13%), ovos (11,56) e amendoim (10,20%). Parte das altas foi decorrente do clima adverso. Entre os que recuaram no período estão a soja (-13,51%), carne suína (-9,03%), milho (-8,03%) e banana nanica (-1,57%). De acordo com o IEA, safra recorde e mudanças na economia da China derrubaram a soja. No caso da banana, a corrida para "salvar" os cachos após as fortes chuvas provoca um aumento imediato da oferta. No médio prazo, porém, a perspectiva é de redução.