Commodities agrícolas
Vendas especulativas.
Vendas especulativas derrubaram os preços do açúcar no pregão de ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para julho recuaram 110 pontos e terminaram o dia a 20,98 centavos de dólar por libra-peso, menor patamar em quase dois meses. Além disso, a alta do dólar contribuiu para pressionar as cotações. Depois de os preços terem atingido o maior patamar em 29 anos no dia 1º de fevereiro, o mercado já recuou quase 21%, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas disseram que o açúcar foi mais uma vítima do dólar, que voltou a subir no mercado internacional. Dentro desse cenário, a expectativa de curto prazo é de um mercado seguindo apenas fatores técnicos. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq terminou a segunda-feira em queda de 0,14%, a R$ 72,62por saca.
Frio na Flórida.
Os preços do suco de laranja voltaram a subir e tiveram ontem a maior alta em sete semanas na bolsa de Nova York. Os contratos para maio fecharam a 147,95 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 435 pontos. O motivo da forte alta foi a expectativa de que o clima frio na Flórida possa prejudicar a produção do segundo maior produtor da laranja do mundo, de acordo com a Bloomberg. As temperaturas na região estão muito abaixo da média para o período, e analistas lembraram que a estimativa de produção foi reduzida no mês passado após uma sequência de dias frios em janeiro. O último dado do USDA prevê uma safra de 129 milhões de caixas. No Brasil, a caixa de laranja foi negociada ontem a R$ 9,52, queda de 1,23% em comparação à média de cinco dias, segundo o Cepea.
Demanda menor.
As cotações do milho iniciaram a semana em queda na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio fecharam o pregão de ontem em baixa de 7,25 centavos de dólar, valendo US$ 3,817 por bushel. Foi a maior queda em seis semanas. O dólar foi mais uma vez o responsável pela pressão sobre as commodities. Com a moeda americana mais forte no mercado internacional, a demanda por milho tende a ser menor, principalmente pelo produto dos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, as vendas do cereal americano na semana encerrada em 18 de fevereiro recuaram 59% ante a semana anterior. No Paraná, os preços seguiram em sentido oposto a Chicago e subiram. A saca foi negociada ontem a R$ 14,57, alta de 2,9%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).
Pressão do dólar.
Os preços futuros do trigo iniciaram a semana em forte queda na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em maio terminaram o pregão de ontem a US$ 5,045 por bushel, retração de 14,75 centavos de dólar em relação ao pregão de sexta-feira. Na bolsa de Kansas, a queda foi de 10,75 centavos de dólar, com os contratos para maio sendo negociados a US$ 5,102 por bushel. O forte recuo foi atribuído à valorização do dólar no mercado internacional, que elevou a preocupação dos investidores em relação a uma potencial queda na demanda por commodities, segundo a Bloomberg. No mercado interno, os preços ficaram estáveis ontem no Paraná. A saca teve preço médio de R$ 24,05, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral).