Oferta hostil aguça interesse estrangeiro pela Perdigão
A recusa da
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Como estratégia de defesa contra a aquisição pela Sadia, a Perdigão estuda acelerar planos de compra de empresas de produtos de consumo. A avaliação é que ao atingir uma participação de mercado relevante nesses segmentos uma união com a Sadia dificilmente seria aprovada pelos órgãos de defesa da concorrência.
Paralelamente, a Sadia começou a enxergar ontem condições para insistir por mais tempo na estratégia de adquirir a concorrente Perdigão via mercado de ações. Na véspera, chegou a decidir pelo cancelamento da operação, mas ontem o cenário era diferente. Embora dê como certo que os fundos de pensão reiterarão a rejeição à proposta, conforme solicitou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia estuda a possibilidade de reapresentar a oferta com um preço maior. A decisão ainda não está tomada, mas uma nova proposta está em elaboração.
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Um dos fatores que teriam levado a Sadia a repensar sua posição seriam manifestações de fundos estrangeiros que são acionistas minoritários da Perdigão e ficaram insatisfeitos com a pronta negativa dada pelos fundos de pensão. Com uma visão de investimento de mais curto prazo, tais fundos estariam enxergando na oferta uma oportunidade de ganho rápido e gostariam de, ao menos, ter a oportunidade de escolher.