Commodities Agrícolas

08/03/2010

Commodities Agrícolas

 

Volta da demanda.

 Depois de semanas em queda, as cotações do açúcar reverteram o movimento de baixa e fecharam em alta na sexta-feira na Bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em julho encerraram o pregão em 20,78 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 45 pontos. Segundo a Bloomberg, a alta se deveu à especulação de que os recentes preços mais baixos irão reavivar a demanda pela commodity. Depois de mais de dobrar no último ano, o açúcar recuou 21% no mês de fevereiro, o maior declínio mensal em uma década. No mercado interno, a expectativa da entrada da nova safra mantém os preços em queda. A saca de 50 quilos fechou na sexta-feira em R$ 71,73, queda de 0,29%, segundo o Indicador do Cepea/Esalq.
 
Retomada econômica.

Os futuros de algodão fecharam em alta na sexta-feira, depois de uma forte queda no dia anterior na Bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio encerraram o dia em 82,43 centavos de dólar a libra-peso, em uma valorização de 61 pontos. A alta foi sustentada, segundo a Bloomberg, a partir de sinais de que o crescimento da economia americana irá refletir positivamente na demanda pela fibra. O valor pago em salários nos Estados Unidos recuou menos do que o esperado e a taxa de desemprego permaneceu inalterada no país, em 9,7%, segundo a Bloomberg. No mercado interno, a arroba fechou em R$ 44,90 em Rondonópolis, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola, órgão ligado à Federação da Agricultura do Estado.
 
Boa safra à vista.

As cotações do milho na Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira em queda, com as chuvas aumentando as perspectivas de rendimento nas lavouras do Brasil e da Argentina. Os papéis com vencimento em maio fecharam o pregão em US$ 3,7550 por bushel, apresentando desvalorização de 7,50 centavos. Segundo a Bloomberg, a consultoria Informa previu um aumento de 17% na produção de milho de Brasil e Argentina. De acordo com analistas, os números da Informa têm colocado o foco de volta nas grandes culturas da América do Sul. No mercado interno, a sexta-feira também foi de retração no mercado de milho, cuja saca foi cotada em R$ 34,32, com uma desvalorização de 1,29%, segundo o Indicador do Cepea/Esalq para o Paraná.
 
Menor procura nos EUA.

Os contratos de trigo recuaram na Bolsa de Chicago na última sexta-feira com a menor demanda pelo cereal dos Estados Unidos. Os papéis com vencimento em maio fecharam em US$ 4,9350, desvalorização de 8,75 centavos. Na Bolsa de Kansas, o mesmo contrato encerrou o dia em US$ 5,005, queda de 7,25. Segundo a Bloomberg, os importadores optaram por buscar o cereal a preços menores em vendedores concorrentes. As exportações dos Estados Unidos foram de 101,585 toneladas na semana encerrada em 25 de fevereiro, o menor nível deste ano, segundo o Departamento de Agricultura americano. No mercado do Paraná, a saca do cereal também operou em baixa, cotada a R$ 23,88, recuo de 0,13%, segundo o Deral, órgão da Secretaria de Agricultura do Estado.

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