Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

20/07/2006

Commodities Agrícolas


Clima e câmbio


O clima seco em regiões produtoras dos Estados Unidos e a desvalorização do dólar em relação a outras moedas catapultaram as cotações do algodão ao maior patamar em três semanas na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em outubro subiram ontem 50 pontos, para 52,90 centavos de dólar por libra-peso, ao passo que dezembro fechou a 54,70 centavos de dólar, em alta de 53 pontos, e março encerrou a sessão a 57,63 centavos de dólar, com ganho de 52 pontos. Traders ressaltaram, ainda, que a ausência de vendedores no mercado colaborou para o salto verificado, e que a alta do índice CRB de commodities também ajudou. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso registrou variação negativa de 0,85%, fechando a R$ 1,263.



Terceiro tombo


As cotações da soja voltaram a fechar em baixa ontem na bolsa de Chicago, mais uma vez pressionadas por vendas especulativas. Os contratos com vencimento em agosto encerraram o pregão negociados a US$ 5,8575 por bushel, em queda de 3,25 centavos de dólar, enquanto os papéis com entrega prevista em novembro caíram 3,75 centavos de dólar, para US$ 6,0725. Traders ouvidos pela agência de notícias Dow Jones Newswires afirmaram que não houve notícias "altistas" ligadas aos chamados fundamentos do mercado, o que colaborou para o novo tombo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão registrou variação negativa de 0,65%, para R$ 27,40. No mês, há queda acumulada de 0,22%.



Correção técnica

As cotações do suco de laranja registraram forte valorização ontem na bolsa de Nova York, em uma sessão eminentemente guiada por movimentos técnicos. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,5685 por libra-peso, em alta de 355 pontos, ao passo que os futuros para entrega em novembro subiram 325 pontos, para US$ 1,5675. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires notaram que os preços desceram um degrau desde o último dia 6, e por isso encararam a "correção" com naturalidade. Não havia ontem previsões de danos significativos aos pomares da Flórida. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos destinada às indústrias de suco saiu por R$ 10,32 na média paulista, segundo levantamento do Cepea/Esalq.

Vendas especulativas

Em uma "queda-de-braço" técnica que permeou quase todo o pregão de ontem, as vendas especulativas prevaleceram e os contratos futuros do trigo fecharam em baixa nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis para setembro recuaram 5 centavos de dólar, para US$ 3,93 por bushel, enquanto dezembro caiu 4,50 centavos de dólar, para US$ 4,1275. Em Kansas, setembro perdeu 3,25 centavos de dólar e fechou a US$ 4,87 por bushel, ao passo que dezembro encerrou a sessão a US$ 5,0250, em baixa de 2 centavos de dólar. Traders ressaltaram que, durante o dia, as perdas chegaram a ser mais profundas que as do fim da sessão. No mercado interno, a saca de 60 quilos permaneceu, em média, a R$ 19,96 no Paraná, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral).