MT: cotonicultor em dia com a lei
Para garantir o cumprimento das leis trabalhistas nas lavouras de algodão, foi lançado na semana passada, pela Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o Instituto Algodão Social (IAS), que pretende regularizar as relações de trabalho entre produtor e empregado. “Além de o algodão brasileiro ser reconhecido no mercado externo pela qualidade e produtividade, será também referência do ponto de vista social”, diz o presidente do IAS, José Pupin. Técnicos já estão visitando propriedades e orientando produtores. Até agora, de 500 fazendas, 247 já foram visitadas e estão se ajustando. Segundo o diretor-executivo do IAS, Felix Balaniuc, a primeira fase é a visita técnica; depois, é dado um prazo para que o empregador regularize a situação. Uma terceira etapa, que deve ocorrer em 2007, é a certificação da propriedade, provando que a produção é “socialmente responsável”. O trabalho do ISA é restrito a Mato Grosso, mas a idéia é que cada Estado desenvolva seu próprio programa de responsabilidade social, pois barreiras sociais já fazem parte do mercado. Hoje, o cultivo de algodão, em Mato Grosso, emprega 70 mil pessoas.