tangerina - parte 2

21/07/2006

Formação do pomar de tangerineira ‘poncã’, em função da adubação química e orgânica

 

 

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi conduzido na Fazenda Experimental São Manuel da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, Câmpus de Botucatu- SP, localizada a 22 44’S., 48 34’O., e altitude de 740 m. O clima, segundo Tubelis & Salibe (1989), é classificado como Cfa, e o solo, de acordo com Carvalho et al.(1983), é caracterizado como Latossolo Vermelho- Amarelo distrófico (Prado, 2003).

As mudas de tangerineira ‘Poncã’ (Citrus reticulata, Blanco), enxertadas em Citrumelo ‘Swingle’, foram obtidas em um viveiro comercial localizado em Conchal-SP.
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A área destinada ao plantio das mudas foi previamente arada e gradeada, sendo realizada posteriormente a correção da acidez com calcário dolomítico, de acordo com o resultado da análise de solo (Tabela 1-A – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo), visando a elevar a saturação por bases a 70%. A adubação para o plantio seguiu as recomendações de De Negri (1997), sendo incorporados nas covas de plantio, com antecedência de 40 dias: 10 litros de esterco de curral curtido, 1kg de termofosfato com boro e zinco, 500 g de calcário dolomítico e 200 g de cloreto de potássio.

Realizou-se o plantio das mudas em dezembro de 2001, no espaçamento 6 x 4 m. Após o pegamento das mudas, aos 40 dias após o plantio, seguindo recomendação de adubação de Quaggio et al. (1996), teve início a aplicação dos tratamentos, com base nos resultados da análise de solo realizada em janeiro de 2002 (Tabela 1-B – Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo). De acordo com esta recomendação, as doses de nitrogênio para a adubação em cobertura foram de 80 e 160g planta-1, respectivamente no primeiro e segundo anos de formação das mudas. Nos dois anos de formação das mudas, o tratamento-testemunha foi o sulfato de amônio na dose recomendada, e os outros tratamentos, com esterco de curral curtido. O tratamento T3, equivalente a 15 e 22,5 kg planta-1 de esterco de curral, respectivamente no 1º e 2º anos, representou a dose equivalente de nitrogênio à do sulfato de amônio. A descrição dos tratamentos empregados encontram-se na tabela 2 (Ver tabela em arquivos relacionados mais abaixo)

Na adubação de formação do 1º ano, os adubos foram sendo as aplicações realizadas nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2002.

Na adubação de formação do 2º ano, em função dos resultados da análise de solo realizada no mês de dezembro de 2002, utilizou-se adicionalmente, para todos os tratamentos, como fonte de fósforo e de potássio, respectivamente, de 500 g de superfosfato simples planta-1 e 100 g de cloreto de potássio planta-1. A adubação foi feita em cobertura, em faixas de 1,5m ao redor do tronco da planta, sendo parcelada nos meses de fevereiro, março e abril de 2003.

As avaliações para verificar o crescimento das plantas foram realizadas nos meses de maio e setembro de 2003 e janeiro de 2004, correspondendo a, respectivamente, 30; 150 e 270 dias após a última parcela de adubação de formação do 2º ano. Analisaram-se as seguintes características:

Altura da planta – em cm, medido com régua de madeira graduada;