Commodities Agrícolas
Reviravolta em NY.
Um forte movimento de vendas especulativas chegou a derrubar as cotações ao menor nível em 11 meses na quinta-feira em Nova York, mas coberturas de posições recuperaram as perdas e a commodity encerrou a última sessão da semana passada com ganhos moderados. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires interpretaram a volatilidade como a tentativa do mercado de encontrar um novo patamar de preços após uma vigorosa curva "altista" ter sido interrompida por uma queda livre. Os contratos para maio fecharam a 16,70 centavos de dólar por libra-peso, alta de 11 pontos, enquanto julho subiu 36 pontos e atingiu 16,87 centavos. No país, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal fechou em R$ 67,19, leve alta de 0,13%.
Oferta justa.
Compras técnicas e especulativas garantiram a valorização do café na quinta-feira na bolsa de Nova York, conforme relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em maio encerraram o último pregão da semana passada negociados a US$ 1,3740 por libra-peso, ganho de 125 pontos sobre a véspera, ao passo que os papéis para entrega em julho subiram 120 pontos e atingiram US$ 1,3905. No lado dos fundamentos, a oferta global justa segue a oferecer alguma sustentação aos preços, conforme traders nova-iorquinos. No mercado físico doméstico, a quinta-feira foi de calmaria, conforme informações do Escritório Carvalhaes, de Santos. A saca de 60,5 quilos de cafés finos e extrafinos permaneceram entre R$ 290 e R$ 300.
Compras especulativas.
A queda do dólar no mercado internacional, que foi um fator de sustentação para as commodities em geral na quinta-feira, deflagrou um movimento de compras especulativas que também garantiu a valorização do algodão na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam a 81,50 centavos de dólar por libra-peso, salto de 95 pontos em relação à véspera, ao passo que os futuros para entrega em julho subiram 92 centavos de dólar e alcançaram 82,74 centavos de dólar. Traders consideram que a oferta global está justa e que há espaço para novas altas. Em Rondonópolis (MT), a arroba saiu por R$ 49,40, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Futuro das apostas.
Os futuros de trigo subiram na quinta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos para julho fecharam em US$ 4,6850 o bushel, valorização de 4,50 centavos. Segundo a Bloomberg, o movimento ocorreu diante de sinais de que os especuladores podem mudar suas apostas na queda de preços depois de o mais ativo contrato ter caído para o menor nível em cinco meses nesta semana. A produção de trigo americano de inverno pode cair para 38,6 milhões de toneladas, queda de 7% ante os 41,4 milhões registradas no ano passado, segundo previsão da consultoria Informa Economics Inc. O governo americano deve divulgar sua primeira estimativa em 11 de maio. No Brasil, a saca de 60 quilos ficou estável em R$ 23,67 no mercado do Paraná, segundo a secretaria de Agricultura do Estado.