Commodities agrícolas

06/04/2010

Commodities agrícolas


Compras especulativas.

A expectativa de um fortalecimento da economia mundial provocou uma onda de compras especulativas e levou os preços do café para o patamar mais alto dos últimos dois meses na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 1,413 por libra-peso, alta de 225 pontos. O enfraquecimento do dólar no mercado internacional teve um peso importante para a valorização do café e de outras commodities, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas disseram que o mercado de café do ponto de vista técnico tem uma tendência de alta, o que também oferece suporte às cotações do grão. No mercado interno, o café extra-fino foi negociado ontem a R$ 300 por saca, estável, segundo Escritório Carvalhaes, de Santos.
 
Do outro lado da moeda.

A queda do dólar ajudou a impulsionar os futuros de algodão na bolsa de Nova York para o mais nível preço em mais de uma semana. O contrato com vencimento em julho encerrou o pregão de ontem a 83,52 centavos de dólar por libra-peso, alta de 78 pontos. De acordo com a Bloomberg, o recuo da moeda americana tende a elevar a demanda por algumas matérias-primas, entre elas, as fibras. As importações de algodão pela Tailândia, por exemplo, devem subir 7,8% por causa da recuperação da indústria têxtil local. Por outro lado, no mundo, a produção está em queda. Segundo o Departamento de Agricultura americano, a colheita global de algodão da safra que terminará em julho será 4,8% menor do que a anterior. Em Rondonópolis (MT), a arroba fechou a R$ 49,60, ante R$ 49,40 do dia anterior, segundo o Imea/Famato.

Suporte do dólar.

Os preços do milho fecharam o primeiro pregão da semana com uma alta modesta na bolsa de Chicago, acompanhando a tendência positiva de outros mercados. Os contratos com vencimento julho terminaram o dia cotados a US$ 3,575 por bushel, valorização de 1,50 centavos de dólar em relação ao pregão anterior. Os preços seguiram a tendência positiva do trigo e da soja e encontraram suporte na valorização do petróleo e também no enfraquecimento do dólar no mercado internacional, segundo a Dow Jones Newswires. Embora o USDA divulgue seu novo relatório de oferta e demanda mundial na próxima sexta-feira, a expectativa do mercado é de poucas mudanças. No Paraná, a saca foi cotada ontem a R$ 14,08, alta de 0,07%, segundo o Deral.
 
Previsão de boa safra.

Os futuros de trigo para julho recuaram pelo segundo pregão consecutivo ontem na bolsa de Chicago, com o clima favorável melhorando as perspectivas para as lavouras americanas. O bushel fechou em US$ 4,6725, recuo de 1,25 centavos. Segundo a Bloomberg, durante o mês de março, as precipitações foram favoráveis às lavouras de Oklahoma, Texas e Kansas, o maior estado produtor de trigo de inverno americano. De acordo com o Serviço Nacional de Clima, o tempo mais quente nas últimas duas semanas reavivaram a cultura que passou o inverno debaixo de neve. Na bolsa de Kansas, o contrato julho teve valorização de 0,75 centavos de dólar, fechando em US$ 4,825 o bushel. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal fechou em R$ 23,64, leve queda de 0,13%, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.
 

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