‘Hino ao 2 de Julho’ declarado oficialmente o hino da Bahia
A partir de agora, o Hino ao 2 de Julho passa a ser o hino oficial da Bahia. O governador Jaques Wagner sancionou, na manhã de ontem, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), duas leis: a que institui o Hino ao 2 de Julho como o hino oficial do estado e a que cria a Ordem Dois de Julho Libertadores da Bahia, que será conferida, nos seus diversos graus, a personalidades que tenham contribuído para a garantia das liberdades públicas e a afirmação da soberania nacional.
A composição e o funcionamento do Conselho da Ordem Dois de Julho serão definidos por regulamento.
A cerimônia contou com a presença de estudantes dos colégios estaduais Bolívar Santana e Raphael Serravalle, além de secretários e servidores do Estado.
Ao som do Hino Nacional, executado pela Banda Maestro Antônio Claudionor Wanderley, da Polícia Militar, o governador hasteou a bandeira nacional, a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, a bandeira da Bahia, e a aluna Lorena Miranda, do Serravalle, a bandeira de Salvador.
Unidade nacional – Na oportunidade, Wagner falou da sua primeira participação nos festejos do 2 de Julho, um ano depois de sua chegada à Bahia, em 1974, e contou um pouco da história e da importância da data para as crianças e os adolescentes.
"Fomos nós que consolidamos a unidade nacional. Apesar de o Grito do Ipiranga ser comemorado em 7 de Setembro, a independência do Brasil se deu aqui, pois foi nesse território que foram derrotadas as tropas fiéis à Coroa Portuguesa", explicou.
Ele disse que a Câmara de Vereadores de Cachoeira, em 25 de junho de 1822, já aderia ao movimento da independência brasileira.
"Não podíamos fazer melhor homenagem, além da que a gente vem fazendo, há dois anos, transferindo a capital da Bahia, em 25 de junho, para Cachoeira. A letra desse hino é a que mais expressa o espírito do povo baiano e brasileiro, encarnado na figura de Castro Alves, Ruy Barbosa, Joana Angélica, Maria Quitéria, quando diz que "nossos corações não combinam com a arrogância, prepotência e despotismo", destacou.
Cidadania – Para o secretário da Educação, Oswaldo Barreto, a oficialização do hino é fundamental para disseminar a importância da data na formação da cidadania baiana e brasileira, que teve o envolvimento de segmentos populares.
"O hino é um resgate desse fato histórico que consolida a independência do país. Existe um projeto de lei no Congresso para a data ser inserida no calendário nacional", informou.
A estudante Samara Conceição, 15 anos, do Colégio Bolívar Santana, observou que o hino ajuda a conhecer a história do estado. "Muitas pessoas mal conhecem o hino, já que na escola só cantamos o Hino Nacional", afirmou.
Wagner ressaltou que a Bahia nunca teve um hino oficial e que o hino ao Senhor do Bonfim ocupou durante muito tempo esse espaço, como referência da devoção e da fé do povo baiano.
"Agora, a Bahia tem um hino oficial aprovado pela Assembleia Legislativa e não há homenagem melhor aos heróis da independência do Brasil e da Bahia, porque gosto de dizer que não há independência do Brasil antes do 2 de Julho. Havia proclamação. A independência se consolida quando, finalmente, as tropas portuguesas fiéis à Coroa Portuguesa são colocadas daqui pra fora pelos heróis do 2 de Julho: negros, índios, portugueses, brasileiros e mestiços que lutaram para nos incorporar ao Grito do Ipiranga. A efetiva independência do Brasil foi conquistada aqui e no Recôncavo baiano", disse o governador.