Commodities agrícolas
Forte valorização. Um movimento de cobertura de posições e ajustes técnicos após fortes quedas motivaram a alta das cotações do açúcar na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a 15,10 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 47 pontos em relação à véspera, ao passo que os papéis para entrega em julho subiram 43 pontos e alcançaram 15,29 centavos de dólar. A queda do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional colaborou para a correção, conforme traders consultados pela agência Dow Jones Newswires. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq terminou a quinta-feira em baixa. A saca de 50 quilos do açúcar cristal foi cotado a R$ 55,05 uma forte queda de 4,03%.
Compras de fundos. A desvalorização do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional determinou a alta dos preços do café na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os futuros para maio fecharam a US$ 1,3450 por libra-peso, 65 pontos a mais que na véspera, enquanto os contratos com vencimento em julho subiram 70 pontos e atingiram US$ 1,3460. Traders locais afirmaram que o clima agora seco na Colômbia tornou-se uma preocupação e poderá motivar altas nos próximos pregões, após chuvas prejudicarem a produção do país. Para o Brasil, a expectativa é que a colheita supere 60 milhões de sacas. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 275 e R$ 295, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
Quarta queda seguida. Os preços do algodão tiveram o quarto dia consecutivo de queda na bolsa de Nova York. Os contratos para julho terminaram a quinta-feira valendo 83,30 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 160 pontos. Esse é o menor valor nos últimos dez dias. Analistas atribuíram a queda a um movimento técnico, principalmente depois que os preços recuaram para um nível inferior a 84 centavos de dólar, o que acabou atraindo novas vendas especulativas, segundo a Dow Jones Newswires. Além disso, o mercado aproveitou para devolver as altas da semana passada, que foram consideradas um movimento especulativo de curto prazo. Em Rondonópolis (MT), a arroba saiu por 51,20, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Cobertura de posições. Movimentos de coberturas de posições amplificados pela queda do dólar no mercado internacional motivaram a alta das cotações do trigo na quinta-feira nas principais bolsas americanas. Em Chicago, os contratos para entrega em julho subiram 7,50 centavos de dólar e encerraram a sessão negociados a US$ 4,9550 por bushel. Na bolsa de Kansas, por sua vez, o mesmo vencimento subiu 5,50 centavos de dólar e alcançou US$ 5,0750 por bushel. Exportações americanas acima das expectativas também ajudaram a empurrar as cotações para cima. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal permaneceu estável em R$ 23,38, de acordo com levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.