Macadâmia ganha mercado e produtores investem em controle de qualidade

11/05/2010

Macadâmia ganha mercado e produtores investem em controle de qualidade

 

 

No Espírito Santo, os plantios de macadâmia foram iniciados no final da década de 80. De lá para cá, o Estado tornou-se o segundo maior produtor no país, atrás apenas de São Paulo. Cientes de sua importância para o mercado nacional, os capixabas passaram a investir em um acompanhamento de qualidade ainda mais efetivo da noz.

Rica em ômega 3, ácidos graxos e antioxidantes que podem retardar o envelhecimento, a noz de macadâmia tem conquistado destaque nos cenários nacional e capixaba. O Espírito Santo é o segundo maior produtor de macadâmia do Brasil e possui, além do clima favorável para o cultivo, um intenso controle de qualidade da amêndoa triturada.

De acordo com a Associação Brasileira de Noz de Macadâmia (ABM), os capixabas e os paulistas são os maiores produtores da noz no país. São Paulo é responsável por 33% da produção, já o Espírito Santo por 31%. A Cooperativa Agroindustrial dos Produtores de Noz de Macadâmia (Coopmac), localizada em São Mateus, é a responsável por beneficiar e comercializar a produção dos 23 associados do Espírito Santo e da Bahia. Somente da cooperativa saem cerca de 800 toneladas por ano.

Com sabor diferenciado, a macadâmia é originária da Austrália e empregada na área alimentícia, podendo ser consumida in natura ou processada para a fabricação de bolos, biscoitos e outros alimentos. A composição é rica em óleos naturais, carboidratos, proteínas, fibras, minerais como potássio, fósforo, magnésio, cálcio, além de vitaminas. Ela pode ser também utilizada como base na fabricação de cosméticos.

CONTROLE DE QUALIDADE

Por acreditar nessa área promissora, a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores de Noz de Macadâmia investe cada vez mais em qualidade. Não existe uma legislação vigente no Brasil que regulamente os padrões de qualidade exigidos para a noz de macadâmia. Por isso, são seguidas normas internacionais, como as da Austrália e África do Sul. Bom aspecto e baixa umidade são algumas das características que são avaliadas no produto.

Vale lembrar que a qualidade da macadâmia vai além da boa aparência. É o que explica o bioquímico e doutor em Ciência de Alimentos, Rodrigo Scherer, que atua no laboratório de análise de alimentos Tommasi Analítica, que tem sede em Vila Velha e tem auxiliado a Coopmac, fazendo as análises da macadâmia produzida aqui. "As nozes não podem conter mofo e umidade. Não conseguimos ver certas alterações a olho nu, como microorganismos, grau de oxidação e teores de aflatoxinas, uma substância tóxica produzida por fungos", explica.

Scherer explica que para fazer uma análise detalhada e garantir um produto qualificado ao consumidor, os testes são feitos em um detector de massas, aparelhagem recente e que revolucionou a área de análise dos produtos. "O equipamento aponta detalhadamente a composição de nutrientes, micronutrientes, adulterações, contaminantes e aditivos. Para se ter uma ideia, a sensibilidade do detector de massas é capaz de acusar a presença de substâncias na ordem de fentogramas, o que equivale a 0,000000000000001g, ou 10-15, garantindo o intenso controle da macadâmia capixaba", detalha.

Fonte:
Tríade Comunicação
Tel.: (27) 3225-0099

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